Doze fuzis apreendidos e três mortos em operação na Maré

Ação policial mobilizou centenas de agentes em comunidades da zona norte do Rio e resultou em intensos confrontos.

Da
Redação
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Operação policial mobilizou centenas de agentes nas comunidades do Complexo da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro.
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Três pessoas morreram durante uma operação policial realizada nesta segunda-feira (28) nas comunidades do Timbau e Baixa do Sapateiro, no Complexo da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro. O balanço oficial foi divulgado pela Secretaria de Estado de Polícia Militar, confirmando que os mortos eram suspeitos de integrar o crime organizado na região.

A ofensiva teve início nas primeiras horas da manhã e mobilizou cerca de 200 agentes de unidades especializadas. A mobilização buscou combater a atuação de facções armadas que controlam pontos de tráfico nas favelas, resultando em intensos confrontos e apreensões significativas de armamentos pesados e entorpecentes.

Balanço de armas apreendidas

Durante a varredura nas comunidades, as equipes policiais recolheram um arsenal composto por 12 fuzis e oito pistolas, além de granadas, carregadores e diversas munições. Os agentes também apreenderam 83 quilos de drogas e conseguiram recuperar seis veículos que tinham registro de roubo ou furto.

O material bélico encontrado evidencia o alto poder de fogo dos grupos criminosos que atuam na área da Maré. Todo o armamento e os entorpecentes recolhidos foram encaminhados para a delegacia responsável para o registro da ocorrência e perícia.

A operação empregou recursos táticos avançados para garantir a segurança das equipes durante o avanço pelas comunidades. O uso de veículos blindados e o apoio aéreo foram fundamentais para conter a resistência armada encontrada pelos policiais no início da manhã.

Feridos e presos na ação

A Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que 12 criminosos foram presos ao longo da operação. Destes, 11 ficaram feridos durante os confrontos e precisaram ser socorridos e encaminhados sob escolta para o Hospital Federal de Bonsucesso, na zona norte.

Um policial militar também foi atingido no braço durante a troca de tiros, mas recebeu atendimento médico e passa bem. Além dos suspeitos e do agente, dois adolescentes acabaram feridos e foram transferidos para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha.

De acordo com a direção da unidade de saúde na Penha, um dos jovens já recebeu alta médica após o atendimento, enquanto o segundo permanece internado sob observação médica. As circunstâncias exatas em que os adolescentes foram atingidos continuam sob acompanhamento das autoridades competentes.

Ações de retaliação e bloqueios

Como tentativa de resposta à ofensiva policial e para desviar o foco das forças de segurança, criminosos realizaram atos de retaliação em vias expressas da região metropolitana. Houve registro de bloqueios em trechos da Linha Vermelha e da Rodovia Washington Luiz.

A reação rápida das forças de segurança impediu que os transtornos no trânsito perdurassem por muito tempo. Equipes do 15º BPM de Duque de Caxias e do Batalhão de Policiamento em Vias Expressas atuaram prontamente para liberar as pistas.

Em uma rápida mobilização, policiais militares atuaram nos locais e liberaram as vias, normalizando o fluxo de veículos nas rodovias afetadas. A Polícia Militar informou que o policiamento permanece reforçado na região para evitar novos distúrbios.

Contexto de segurança na região

O Complexo da Maré é formado por um conjunto de favelas na zona norte carioca e figura frequentemente como alvo de operações policiais devido ao forte domínio territorial exercido por facções criminosas armadas. A presença constante de criminosos com fuzis exige planejamento estratégico complexo.

As operações na região costumam gerar impactos diretos no cotidiano da cidade, afetando o funcionamento de serviços essenciais e o trânsito em vias de grande circulação. A atuação das forças de segurança busca enfraquecer a logística financeira e militar das quadrilhas locais.

As investigações sobre a atuação dos suspeitos mortos e presos continuam em andamento na Polícia Civil. Novas diligências devem ser realizadas nos próximos dias para identificar outros envolvidos nas atividades ilícitas e nas tentativas de bloqueio das rodovias.

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