A alta registrada nos contratos futuros de cacau na Bolsa de Nova York nesta quinta-feira (24) foi impulsionada por previsões de chuvas abaixo da média na Costa do Marfim. O avanço de 1,12% levou a tonelada a ser negociada a US$ 5.590, marcando o segundo dia consecutivo de valorização.
O cenário reflete a apreensão dos operadores com o impacto da seca sobre o desenvolvimento das lavouras na África Ocidental, principal polo produtor global. Além disso, a queda da libra esterlina deu suporte adicional ao baratear as negociações para compradores internacionais.
Café recua com safra
Na mesma bolsa, o contrato futuro de café para dezembro encerrou a sessão com baixa de 0,20%, cotado a US$ 2,75 por libra-peso. Apesar da retração diária, os preços permaneceram acima da mínima de três meses registrada na véspera pelos operadores.
O cenário para a commodity foi influenciado pela elevação da estimativa da Conab para a produção brasileira em 2026, projetada agora em 67,6 milhões de sacas. A safra de arábica deve crescer 34,8%, enquanto o robusta tem queda prevista de 6,6% no período.
Além disso, a desvalorização do real brasileiro, que alcançou o menor patamar em três semanas, estimulou as exportações locais. O aumento da oferta externa colaborou para pressionar as cotações internacionais do produto no encerramento do pregão.
Os preços avançaram pelo segundo pregão consecutivo, em meio às preocupações com a falta de chuvas na África Ocidental.”
Barchart
Açúcar sofre pressão
O mercado internacional de açúcar também operou em baixa em Nova York, pressionado pela revisão na estimativa de déficit global de oferta. O contrato para março recuou 1,01%, encerrando a sessão cotado a 18,61 centavos de dólar por libra-peso.
A desvalorização reflete análises divulgadas pela StoneX, que reduziu sua projeção de déficit mundial para a safra 2026/27. A consultoria passou a estimar um déficit de 900 mil toneladas, abaixo da projeção anterior de 1,7 milhão de toneladas.
As negociações continuam refletindo ajustes nas expectativas de oferta e demanda global. Investidores monitoram estoques e relatórios de safra em busca de novas diretrizes para o comportamento dos preços no curto prazo.
Algodão monitora EUA
As negociações comerciais entre Estados Unidos e China mantiveram-se no radar dos investidores de algodão. Na Bolsa de Nova York, o contrato para entrega em dezembro subiu 0,51%, fechando a 83,31 centavos de dólar por libra-peso.
Washington e Pequim estão estendendo por mais dois meses a trégua comercial entre as duas economias.”
Scott Bessent
O mercado acompanhou encontros diplomáticos e comerciais entre as duas maiores economias globais. A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, confirmou a extensão por mais dois meses da trégua comercial entre Washington e Pequim.
A estabilidade temporária nas tarifas e barreiras comerciais aliviou parte das incertezas do setor. Analistas seguem atentos a desdobramentos adicionais que possam impactar o fluxo de exportações e o consumo da fibra no mercado internacional.
Suco avança em NY
Os contratos futuros do suco de laranja encerraram a sessão com ganhos expressivos na Bolsa de Nova York. O vencimento com entrega prevista para novembro avançou 0,74%, cotado a US$ 1,50 por libra-peso.
O avanço registrado no contrato reflete a volatilidade contínua no setor de frutas cítricas, influenciado por questões climáticas e ajustes de posições por parte dos fundos de investimento. O mercado segue avaliando os estoques globais disponíveis.
Especialistas apontam que a oscilação do suco acompanha o comportamento geral das commodities agrícolas nas praças internacionais. A cautela prevalece entre os compradores diante do quadro restrito de oferta em algumas origens produtoras.


