Oruam remove tornozeleira eletrônica após habeas corpus no Rio

Artista divulgou vídeo retirando o equipamento de monitoramento e deixou de ser considerado foragido pela Justiça fluminense

Da
Redação
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O rapper Oruam divulgou gravação nas redes sociais no momento em que o equipamento de monitoramento foi retirado.Reprodução | @oruan_
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O rapper Oruam publicou um vídeo nas redes sociais no dia 23 de setembro registrando o momento exato em que retira a própria tornozeleira eletrônica. A gravação foi divulgada logo após a concessão de um habeas corpus pelo Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro (PJERJ). Com a decisão favorável da corte estadual, o artista deixou oficialmente de responder ao processo em regime mais restritivo.

Vídeo da remoção

Nas imagens compartilhadas na internet, o músico aparece enquanto outra pessoa corta e remove o dispositivo de sua perna. Ao registrar o procedimento, o artista aproveitou para se dirigir aos admiradores e comentou sobre o desfecho da medida cautelar.

A gravação repercutiu rapidamente entre os seguidores do cantor nas plataformas digitais. O equipamento de monitoramento à distância vinha sendo utilizado por determinação judicial no âmbito das investigações conduzidas pelas autoridades fluminenses.

Investigação e defesas

As investigações apontam conexões do núcleo familiar do cantor com supostos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro ligados ao Comando Vermelho. O pai do rapper, Márcio Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, e outras nove pessoas também constam nas apurações em curso.

O habeas corpus de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno ocorreu após pedidos já acatados em favor da mãe e do irmão dele, Lucas Nepomuceno e Márcia Nepomuceno. A defesa sustentou os argumentos perante os desembargadores durante a análise do recurso.

Decisão do tribunal

No documento de concessão, o PJERJ explicou que, assim como seu irmão, Oruam possui uma posição secundária e não de liderança na estrutura investigada. O texto fundamenta que ele não é apontado como liderança da organização criminosa, tampouco lhe é atribuída a função formal de comando.

A decisão destacou que tanto o paciente quanto o corréu Lucas estão inseridos no chamado núcleo familiar do grupo. De acordo com os magistrados, essa célula familiar atuaria na intermediação de ordens e na gestão de ativos financeiros.

Votação unânime

A partir dessas análises processuais, os magistrados votaram de maneira unânime pela soltura. O entendimento da corte foi de que o caso de Mauro deveria seguir as mesmas condições de julgamento aplicadas ao seu irmão.

A revogação da medida cautelar encerra uma etapa processual específica para o músico, permitindo que ele responda aos trâmites judiciais sem a exigência de uso do equipamento eletrônico de vigilância.

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