Nova pesquisa da AtlasIntel realizada em parceria com o jornal O Estado de S. Paulo e divulgada nesta quarta-feira (23) aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva empata dentro da margem de erro com o senador Flávio Bolsonaro e com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado em eventuais cenários de segundo turno para a Presidência da República no estado do Rio de Janeiro.
O levantamento ouviu 1.829 eleitores fluminenses por meio de recrutamento digital aleatório entre os dias 15 e 20 de setembro de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%, e o registro oficial está protocolado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01622/2026.
Empates técnicos no segundo turno
Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o senador aparece com 44,9% das intenções de voto contra 44,7% do atual chefe do Executivo federal, configurando empate técnico. Os eleitores que optaram por votos brancos, nulos ou que se declararam indecisos somam 10,5% do total.
Em outro cenário testado pelo instituto, desta vez contra Ronaldo Caiado, Lula registra 42,2% da preferência do eleitorado fluminense, enquanto o ex-goiano pontua 40,4%. O percentual de brancos, nulos e indecisos nesse bloco específico sobe para 17,4% dos entrevistados.
A pesquisa também avaliou o desempenho do presidente em confrontos diretos contra outros opositores no estado. Diante de Romeu Zema, Lula marca 44,1% a 39,1%. Contra o escritor Augusto Cury, o petista pontua 43,2% frente a 37%, ao passo que, na disputa simulada com Renan Santos, o petista alcança 44,4% contra 26,5% do adversário.
Cenário acirrado na disputa de primeiro turno
No primeiro turno presidencial estimulado entre o eleitorado do Rio de Janeiro, Lula e Flávio Bolsonaro também aparecem empatados tecnicamente dentro da margem de erro da pesquisa. O atual presidente registra 41,1% das intenções de voto, enquanto o senador fluminense pontua 40,3%.
Na disputa entre o atual presidente e o senador fluminense, Lula tem 44,7% das intenções de votos, enquanto Flávio aparece com 44,9%.”
AtlasIntel
A sucessão presidencial no estado apresenta na sequência o coordenador do MBL Renan Santos com 4,7%, seguido por Ronaldo Caiado, que marca 2,6%. Outros nomes como Edmilson Costa aparecem com 2,1%, Augusto Cury com 1,6%, Samara Martins com 0,8%, e Romeu Zema com 0,6%.
Candidatos como Hertz Dias, Clariana Barão, Rui Costa Pimenta e Wilson Grassi foram testados pelo levantamento, mas não pontuaram. Além disso, 3,9% dos entrevistados afirmam que pretendem votar em branco ou anular o voto, enquanto 2,2% não souberam responder.
Metodologia e alcance do levantamento
A AtlasIntel ouviu 1.829 eleitores do Rio de Janeiro, entre os dias 15 e 20 de setembro, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%.
A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-01622/2026. Os dados completos seguem à disposição para consulta pública na Justiça Eleitoral.
O Rio de Janeiro figura tradicionalmente entre os maiores colégios eleitorais do país, exercendo forte influência sobre os rumos das campanhas presidenciais. A proximidade numérica entre os principais concorrentes reforça a polarização política na região.
Repercussão da corrida eleitoral
Especialistas apontam que a capilaridade das alianças locais e a avaliação das gestões públicas exercem papel determinante na consolidação dessas taxas de intenção de voto. A disputa estadual reflete o complexo cenário de alianças políticas no território fluminense.
O instituto utilizou metodologia proprietária de recrutamento digital para capturar o comportamento do eleitorado em diferentes regiões do estado. A oscilação entre os candidatos demonstra um ambiente de instabilidade para o pleito que se aproxima.
As equipes de campanha já analisam os dados detalhados por regiões para redirecionar estratégias de comunicação e presença de palanque. O foco dos principais concorrentes agora se volta para a conquista dos eleitores ainda indecisos.


