Gastos com posts patrocinados contra Lula disparam para R$ 34 mil por dia

Dados da Meta apontam salto nos gastos com publicações críticas ao presidente em setembro, com foco em temas como o STF e o Banco Master

Da
Redação
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Levantamento baseia-se em dados de transparência da Meta sobre anúncios políticos.José Cruz/Agência Brasil
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O investimento diário para impulsionar publicações críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas redes sociais registrou um salto expressivo em setembro. Os gastos médios subiram de R$ 15,4 mil diários em agosto para R$ 34,5 mil por dia no mês atual, conforme levantamento baseado em dados da Meta, empresa que controla o Instagram e o Facebook.

O monitoramento, que analisou o período entre os dias 1º e 21 de setembro, apontou que o montante total destinado a impulsionar esses conteúdos alcançou R$ 1,2 milhão. Além do aumento no volume financeiro, a mediana do valor investido por peça subiu de R$ 199 para R$ 499.

No mesmo período avaliado, o custo declarado por mil impressões avançou de R$ 0,40 para R$ 1,50. A apuração dos dados indica que a maior parte dos anúncios é financiada diretamente por candidaturas políticas, e não por empresas ou perfis anônimos.

Origem dos recursos e campanhas

Do total de registros avaliados ao longo do monitoramento, apenas 14 peças vieram de 10 corporações diferentes, demonstrando a forte predominância de atores políticos no financiamento das postagens.

Outro dado relevante apontado pelo levantamento refere-se à retração das páginas apócrifas nas redes sociais. Enquanto em agosto foram identificadas 99 publicações distribuídas por 53 páginas sem identificação responsável, o cenário mudou.

Até o dia 21 de setembro, o número caiu expressivamente para 24 postagens vinculadas a apenas 18 páginas anônimas, mostrando uma mudança no comportamento dos financiadores dessas campanhas digitais.

Mudança no foco temático

O teor das críticas veiculadas nos anúncios também passou por transformações em relação ao mês anterior. Em agosto, aproximadamente três a cada quatro peças publicitárias concentravam ataques diretos à figura pessoal do presidente.

Em setembro, esse tipo de abordagem recuou para pouco mais da metade das publicações monitoradas, dando espaço para novas pautas de interesse dos criadores dos conteúdos patrocinados.

Em contrapartida, ganharam relevância anúncios que associam a imagem do chefe do Executivo federal ao Supremo Tribunal Federal, em especial ao ministro Alexandre de Moraes, além de menções ao escândalo envolvendo o Banco Master.

Transparência e dados da Meta

As informações detalhadas sobre o impulsionamento de conteúdo político são obtidas por meio das ferramentas de transparência disponibilizadas pelas plataformas de tecnologia. Esses relatórios permitem auditar os valores.

O acompanhamento contínuo dessas publicações patrocinadas oferece um panorama detalhado sobre como recursos financeiros são alocados por diferentes grupos durante o período que antecede novas fases eleitorais.

Especialistas em comunicação política apontam que o monitoramento rigoroso dessas despesas é fundamental para garantir a clareza sobre a origem dos investimentos direcionados ao debate público na internet.

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