Nas eleições de 2026, os eleitores de Minas Gerais enfrentarão uma dinâmica diferente na cabine de votação para o Senado Federal. Com a renovação de duas das três cadeiras do estado na Casa, cada cidadão mineiro terá direito a dois votos para senador, permitindo a escolha de nomes distintos para preencher as vagas em disputa.
A configuração atual da bancada mineira muda devido ao fim dos mandatos dos senadores Carlos Viana (PSD) e Rodrigo Pacheco (PSB). Enquanto Viana tenta a reeleição para permanecer no cargo por mais oito anos, Pacheco não concorre a nenhum cargo eletivo neste pleito. A terceira cadeira do estado pertence a Cleitinho (Republicanos), eleito em 2022 e com mandato válido até 2031, que disputa o governo estadual neste ano.
Ao todo, 16 candidaturas foram registradas para a disputa ao Senado em Minas Gerais. Levantamentos de intenção de voto divulgados em setembro por institutos como Datafolha e Quaest apontam um cenário inicial de disputa aberta, com diferentes nomes tecnicamente empatados dentro da margem de erro de três pontos percentuais.
Entenda como funciona o voto duplo
A renovação de dois terços do Senado Federal ocorre a cada oito anos, movimentando 54 vagas em todo o país, sendo duas para cada estado e para o Distrito Federal. Por causa dessa regra cíclica, o pleito de 2026 exige que o eleitor faça duas escolhas para a mesma câmara legislativa.
Na urna eletrônica, a votação para o Senado ocorre após os votos para deputado federal e deputado estadual, antecedendo as escolhas para governador e presidente da República. A legislação eleitoral estabelece que o eleitor deve votar em dois candidatos diferentes, sendo expressamente vedado o uso do voto duplo em um único nome.
A eleição para o Senado ocorre em turno único, consagrando vencedores os dois candidatos que obtiverem a maior quantidade de votos válidos no estado. Caso o eleitor decida votar em apenas um candidato e deixe o segundo voto em branco, a apuração computa apenas a preferência manifestada.
Analise o cenário das pesquisas eleitorais
As pesquisas de intenção de voto registradas em setembro mostram os primeiros contornos da preferência do eleitorado mineiro. O levantamento do Datafolha publicado em 11 de setembro indicou Marília Campos (PT) com 12% da preferência, seguida por Carlos Viana (PSD) e Aécio Neves (PSDB), ambos com 10%. Domingos Sávio (PL) apareceu com 8%, enquanto Marcelo Aro (PP) registrou 6%.
Dias antes, a pesquisa Quaest divulgada em 8 de setembro apontou Marília Campos com 13%, Aécio Neves com 10%, Carlos Viana com 8% e Domingos Sávio com 6%. Os números refletem o retrato do momento e indicam que a corrida pelas duas vagas permanece indefinida a poucas semanas da votação.
A diversidade de partidos reflete o volume de candidaturas registradas no Tribunal Superior Eleitoral. A disputa envolve tanto nomes com trajetória consolidada na política nacional e estadual quanto representantes de legendas menores.
Conheça a lista completa de candidatos
A disputa pelas duas vagas ao Senado em Minas Gerais conta com 16 nomes oficializados. A relação abrange representantes de diferentes correntes ideológicas e partidos políticos registrados na Justiça Eleitoral.
Concorrem ao cargo Aécio Neves (PSDB), Ana Luiza do MLB (UP), Arcanjo Pimenta (MDB), Áurea Carolina (PSOL), Carlin Moura (Avante), Carlos Viana (PSD), Domingos Sávio (PL), Fidélis Alcântara (UP), Jordano Metalúrgico (PSTU), Juiz Ramon Moreira (DC), Manoel Carvalho (MDB), Marcelo Aro (PP), Marco Antônio Superman (Novo), Marília Campos (PT), Tião Pessoa (PCO) e Victória Mello Vic (PSTU).
Com a proximidade do pleito, a campanha entra na fase de maior intensidade nas ruas e nos meios de comunicação, com foco na conquista dos dois votos disponíveis para cada eleitor mineiro.
Verifique as regras de renovação
O Senado Federal é composto por 81 parlamentares, sendo três representantes de cada unidade federativa. O mandato dos senadores tem duração de oito anos, mas a renovação das cadeiras acontece de forma escalonada a cada quatro anos.
Em uma eleição, renova-se apenas um terço das cadeiras, o que resulta em um voto por eleitor. Na eleição seguinte, troca-se dois terços da composição da Casa, cenário que se repete em 2026 e exige o preenchimento de duas vagas por estado.
Dessa forma, o sistema de votação exige atenção redobrada do eleitor mineiro na cabine de votação para garantir o correto preenchimento das duas opções disponíveis para o cargo legislativo.


