Eleição no Corinthians: veja quem já articula candidatura para 2027

Corrida eleitoral para o triênio 2027-2029 no Parque São Jorge reúne velhos conhecidos da política alvinegra e impõe dúvidas estatutárias.

Da
Redação
A Redação do Jornal Maior reúne a produção jornalística do portal, com cobertura dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo.
5 min leitura
Parque São Jorge concentra as articulações políticas para a eleição presidencial do Corinthians.
Ouvir notícia
00:00 / 00:00

A corrida eleitoral pela presidência do Corinthians já movimenta os bastidores do Parque São Jorge de forma intensa. Com o pleito marcado para o dia 28 de novembro, diferentes figuras políticas do clube começam a sinalizar suas pré-candidaturas para comandar o Alvinegro no triênio de 2027 a 2029.

O cenário político reúne nomes conhecidos da gestão esportiva e conselheiros de longa data que buscam o comando do clube. A expectativa nos bastidores é de um pleito bastante acirrado, marcado pelo realinhamento de diferentes correntes políticas tradicionais da instituição esportiva.

As articulações avançam conforme os grupos internos discutem alianças e estratégias para a votação de novembro. A disputa sucessória ganha novos contornos com a participação de figuras influentes que já ocuparam cargos administrativos de destaque em gestões anteriores.

Sérgio Janikian articula retorno à gestão

Sérgio Janikian, de 58 anos, é um empresário que já atuou como diretor de futebol do Corinthians em 2015, durante a gestão de Roberto de Andrade. Eleito conselheiro trienal pela chapa Renovação e Transparência, Janikian acabou se distanciando do grupo original.

O afastamento ocorreu após o empresário votar favoravelmente pela expulsão de Andrés Sanchez do Conselho Deliberativo do clube. Agora, ele busca viabilizar seu nome como uma alternativa viável para a presidência alvinegra no próximo triênio administrativo.

A trajetória de Janikian no clube inclui passagens importantes por cargos de diretoria, o que confere a ele visibilidade entre os conselheiros com direito a voto. Sua articulação atual tenta atrair apoios de insatisfeitos com os rumos recentes da política corinthiana.

André Negão confirma nova tentativa

André Oliveira, amplamente conhecido como André Negão, de 66 anos, confirmou publicamente a sua pré-candidatura ao cargo máximo do clube. Ele já havia disputado o pleito anterior realizado no final de 2023, quando acabou sendo derrotado.

O político é um dos fundadores da chapa Renovação e Transparência e acumulou diversas funções administrativas relevantes ao longo dos anos. Entre os cargos ocupados por ele no Parque São Jorge estão a diretoria administrativa e a vice-presidência.

A presença de André Negão na disputa reforça a divisão de forças entre os grupos tradicionais que há anos controlam a política interna. Sua campanha aposta na base histórica de apoio construída durante décadas de convivência diária na sede social.

Conselheiro José Augusto Mendes entra no páreo

O conselheiro vitalício José Augusto Mendes também colocou seu nome à disposição na disputa pela presidência do clube. Ele atuou como secretário-geral durante a gestão liderada pelo ex-presidente Mário Gobbi nos bastidores alvinegros.

Mais recentemente, Mendes ganhou destaque no cenário político do clube ao figurar como um dos signatários dos pedidos de impeachment. Os documentos protocolados miravam diretamente as administrações de Augusto Melo e também de Osmar Stabile.

A candidatura de José Augusto Mendes busca capitalizar o discurso de rigor fiscal e fiscalização institucional rigorosa. Seus apoiadores argumentam que sua experiência jurídica e administrativa é fundamental para pacificar o ambiente político corinthiano.

Dúvidas estatutárias cercam atual gestão

Outros nomes expressivos também demonstram claro interesse em participar ativamente da próxima disputa presidencial no clube paulista. Entre eles está Rozallah Santoro, conselheiro trienal que deixou recentemente a chapa Movimento Corinthians Grande e atuou na diretoria financeira.

O atual presidente, Osmar Stabile, manifestou publicamente a intenção de concorrer ao pleito para tentar estender seu mandato. Contudo, sua candidatura ainda depende estritamente de uma discussão jurídica aprofundada sobre a interpretação correta do estatuto social.

A conselheira vitalícia Miriam Athiê e André Castro, participante da eleição indireta anterior, também sinalizaram interesse em concorrer. Cabe agora à Comissão Eleitoral definir oficialmente a elegibilidade dos postulantes e organizar o pleito de novembro.

WhatsAppFacebook
Share This Article
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *