Leandro Antonio Grass Peixoto é o nome escolhido pelo Partido dos Trabalhadores para disputar o governo do Distrito Federal nas eleições de outubro. Aos 41 anos, o candidato construiu uma trajetória acadêmica voltada à sustentabilidade na capital federal, onde nasceu, consolidando sua base política na região ao longo dos últimos anos.
Formado em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília, Grass também concluiu mestrado em Desenvolvimento Sustentável pela mesma instituição de ensino e especialização em gestão cultural. A atuação profissional do político inclui passagens pela docência e pelo serviço público antes de sua guinada definitiva para a vida eletiva e institucional.
Trajetória política começou na Câmara Distrital
A estreia de Leandro Grass em mandatos eletivos ocorreu em 2018, quando foi eleito deputado distrital pelo partido REDE. Ele exerceu suas funções na Câmara Legislativa do Distrito Federal entre 2019 e 2022, período em que atuou na fiscalização de políticas públicas e na defesa de pautas ligadas ao meio ambiente e à transparência.
No pleito de 2022, o político concorreu pela primeira vez ao Palácio do Buriti, abrigado então pelo Partido Verde. Naquela ocasião, alcançou a segunda colocação na disputa executiva estadual ao somar centenas de milhares de votos válidos, enquanto a vitória foi decidida ainda no primeiro turno do pleito local.
Gestão no Iphan precedeu nova candidatura
Após o desempenho eleitoral de 2022, Grass assumiu a presidência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em janeiro de 2023. Ele permaneceu à frente da autarquia federal de preservação cultural até fevereiro, momento em que se desligou do cargo para viabilizar sua nova empreitada nas urnas.
Mudando de legenda para alinhar-se à base governista federal, o ex-dirigente filiou-se ao Partido dos Trabalhadores em 2026. A nova sigla consolidou o nome do sociólogo para encabeçar a chapa majoritária e unificar os partidos aliados na disputa pelo comando administrativo da unidade federativa.
Articulação de alianças e cenário eleitoral
Durante sabatina concedida recentemente, o candidato comentou a decisão do PSB de marchar de forma separada na corrida ao governo local, pontuando que a legenda aliada teve sua autonomia respeitada. Apesar da divisão no campo progressista, o postulante evitou qualquer fratura maior e apostou em futuras composições.
Pesquisas recentes de intenção de voto divulgadas por institutos especializados apontam um cenário de empate técnico nas simulações de primeiro e segundo turno. O levantamento coloca o representante petista diretamente na disputa com a atual gestão do Palácio do Buriti, polarizando as intenções do eleitorado brasiliense.
Eleições definirão o comando do Distrito Federal
O pleito de outubro definirá não apenas o comando executivo do Distrito Federal, mas também a composição da bancada de deputados distritais e federais que dialogarão com o próximo chefe do Executivo local. A disputa ganha relevância pelo volume de atribuições centralizadas na administração da capital da República.
Diferente dos estados tradicionais, o governador do Distrito Federal acumula funções executivas estaduais e municipais, exigindo articulação constante com os órgãos legislativos. As urnas receberão os eleitores para decidir o futuro político da região em data unificada com a escolha da presidência da República.


