O futuro do atacante Gabigol movimenta os bastidores do futebol brasileiro e divide as diretorias de Cruzeiro e Santos. Atualmente emprestado ao clube paulista até o final da temporada de 2026, o jogador de 30 anos tem sua permanência desejada pelo Peixe, mas o modelo de negócio atual esbarra nas exigências da cúpula cruzeirense, detentora dos direitos econômicos do atleta até dezembro de 2028.
Divergência financeira trava acordo
O Santos enfrenta limitações financeiras e considera os vencimentos mensais de Gabigol elevados para os padrões nacionais. No atual contrato de empréstimo, a diretoria santista conta com o auxílio financeiro pago pelo Cruzeiro para arcar com os custos do camisa 9.
Diante desse cenário, a gestão da SAF cruzeirense já descartou a possibilidade de repetir o modelo em um novo empréstimo. O clube mineiro não aceita ceder o atleta novamente arcando com parte relevante dos salários, priorizando uma transferência definitiva ou o retorno do jogador caso ele não permaneça na Vila Belmiro.
Apesar de cogitar o aproveitamento do centroavante em Belo Horizonte, o Cruzeiro possui Kaio Jorge consolidado na função, com vínculo contratual válido de longo prazo até 2030. Com isso, a diretoria celeste adota cautela e avalia o mercado sem pressa para definir os próximos passos.
Postura na Vila Belmiro gera irritação
Além das questões contratuais, a relação entre o estafe cruzeirense e o atleta sofreu desgaste recente. A diretoria do Cruzeiro ficou irritada com a postura de Gabriel Barbosa durante o último confronto direto entre as equipes na temporada.
Impedido de atuar por questões contratuais e suspensão, o atacante esteve presente na Vila Belmiro utilizando adereços do Santos e comemorou de forma intensa os gols marcados pela equipe paulista. O episódio repercutiu internamente na Toca da Raposa e adicionou tensão aos bastidores da negociação.
O Cruzeiro paga parte de seus salários e o Santos complementa os vencimentos. O valor total do contrato do Gabriel é alto para os padrões do futebol brasileiro.”
Marcelo Teixeira, presidente do Santos
Enquanto a indefinição persiste, representantes do jogador passaram a monitorar o mercado internacional como alternativa viável, caso a permanência no futebol brasileiro se torne inviável financeiramente para os clubes interessados.
Santos aposta em processo eleitoral
Do lado paulista, o presidente do Santos, Marcelo Teixeira, reconhece a complexidade financeira da operação, mas assegura que o clube tentará viabilizar a permanência do artilheiro para a próxima temporada. O mandatário destacou que o orçamento atual exige planejamento rigoroso.
O Cruzeiro paga parte de seus salários e o Santos complementa os vencimentos, explicou o dirigente santista ao detalhar a engenharia financeira do clube. Segundo a diretoria do Peixe, as conversas definitivas devem aguardar o desfecho do processo eleitoral interno.
A tendência é que a diretoria santista esgote as possibilidades administrativas e financeiras antes de anunciar uma posição definitiva sobre a continuidade do atleta no litoral paulista.
Desempenho em campo sustenta interesse
A valorização de Gabigol no mercado é sustentada pelos números recentes em campo. Com a camisa do Santos ao longo da temporada de 2026, o centroavante acumula 43 partidas disputadas, com 21 gols marcados e 10 assistências distribuídas aos companheiros.
No ano anterior, defendendo as cores do Cruzeiro em 2025, o atacante registrou 54 aparições oficiais, balançando as redes adversárias 13 vezes e contribuindo com quatro passes para gol durante as competições nacionais e internacionais.
Com sondagens do exterior e o impasse financeiro entre os clubes brasileiros, o desfecho da novela permanece em aberto, dependendo diretamente dos rumos políticos do Santos e da postura da gestão cruzeirense nos próximos meses.


