As buscas pelo helicóptero que desapareceu em Santa Catarina com o cantor Rick, da dupla Rick & Renner, avançaram durante a madrugada desta terça-feira (22). Com uma trégua na chuva na região de Urubici, as equipes passaram a utilizar um drone térmico e ampliaram a operação ao amanhecer.
Além do sertanejo, estavam na aeronave o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares e o piloto. Até o início da manhã, o helicóptero e os quatro ocupantes ainda não haviam sido localizados pelas forças de segurança envolvidas na operação de salvamento.
Três frentes de trabalho
Segundo o prefeito de Urubici, Leandro de Souza Corrêa, os trabalhos foram divididos em três frentes estratégicas para otimizar o resgate na região serrana. A Defesa Civil permanece mobilizada devido aos impactos das chuvas na cidade, enquanto equipes das forças de segurança atuam na procura direta pela aeronave e um grupo de inteligência opera com o equipamento térmico.
Uma nova equipe começou a atuar no início da manhã para reforçar e ampliar a área de abrangência das buscas. O centro de comando da operação foi instalado na prefeitura local, ponto de onde são coordenadas as equipes e os deslocamentos na Serra Catarinense.
As autoridades determinaram a proibição de voos particulares de aeronaves e drones nas regiões de busca para evitar interferências nos equipamentos oficiais. O prefeito também orientou que voluntários procurem o centro de comando antes de se deslocarem para áreas de mata.
Sinal de celular e nova área
As operações começaram inicialmente na região de Vacas Gordas, em Urubici, após indicações preliminares levantadas pelas equipes de socorro. No entanto, a área de procura foi ampliada em cerca de 30 quilômetros após a identificação do último sinal de celular de um dos ocupantes do helicóptero.
Com a nova coordenada, os agentes passaram a atuar também nas proximidades de São Joaquim. O terreno acidentado e as condições meteorológicas adversas, com pontes submersas e árvores caídas, continuam a impor desafios adicionais aos socorristas em campo.
O terreno difícil exigiu o uso de veículos capazes de circular em áreas de difícil acesso, além de contar com o apoio de cães de busca para vasculhar os trechos mais complexos da vegetação fechada na serra.
Forças de segurança e apoio
Participam da operação o Corpo de Bombeiros Militar, a Polícia Militar de Santa Catarina e a Força Aérea Brasileira (FAB). A FAB mobilizou um helicóptero H-60 Black Hawk e um avião SC-105 Amazonas para missões específicas de busca e salvamento na região.
As condições meteorológicas na serra, no entanto, podem limitar o uso dos equipamentos aéreos em determinados momentos do dia. Mesmo assim, os órgãos mantêm o monitoramento constante para aproveitar qualquer melhora no tempo.
O centro de comando segue integrado com diferentes agências governamentais para cruzar dados de inteligência e relatos de moradores que possam indicar a rota final da aeronave antes do desaparecimento.
Aeronave e recomendações
O helicóptero desapareceu na segunda-feira (21) durante um voo entre Porto Belo, no litoral catarinense, e São Joaquim, na Serra. A aeronave modelo Bell 430 pertence à JTA Empreendimentos e Urbanismo e havia sido emprestada para os passageiros.
A empresa pediu cautela na divulgação de informações não confirmadas sobre o paradeiro da aeronave. As autoridades reforçam que o caso segue tratado estritamente como uma operação de busca e resgate, sem confirmação oficial de queda até o momento.
As equipes continuam mobilizadas de forma integral para tentar esclarecer o paradeiro dos quatro ocupantes e dar respostas aos familiares que acompanham o desdobramento das buscas na região sul do país.


