Coreia do Sul se oferece para mediar diálogo entre Trump e Kim Jong-un

Presidente sul-coreano afirmou na ONU que pode atuar como facilitador para retomar conversas e buscar acordo de paz na península.

Da
Redação
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Pronunciamento ocorreu durante a 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
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O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, afirmou nesta terça-feira (22/9), durante a 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que o governo sul-coreano está disposto a atuar como facilitador na retomada das negociações entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte.

A iniciativa busca aproximar o presidente norte-americano, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un. Segundo o mandatário sul-coreano, o entendimento direto entre Washington e Pyongyang é considerado um passo fundamental para reduzir as tensões históricas na região.

A península coreana vive tecnicamente em estado de conflito há décadas, sustentada apenas por um acordo de cessar-fogo firmado em 1953, sem a formalização de um tratado de paz definitivo entre os vizinhos.

Líder busca firmar acordo de paz

Durante seu discurso no plenário da ONU, Lee Jae Myung destacou que o objetivo central da mediação é criar condições favoráveis para que as partes envolvidas construam as bases de um acordo duradouro.

O líder sul-coreano pontuou que o processo diplomático deve evoluir para encerrar de vez o estado de guerra e estabelecer um regime permanente de paz na península coreana.

A estratégia de Seul aposta na diplomacia presidencial para destravar um impasse que persiste há gerações, envolvendo questões de segurança regional e o controle de arsenais militares.

Presidente dos EUA avalia cúpulas

Desde o início de seu segundo mandato na Casa Branca, em janeiro de 2025, Donald Trump tem demonstrado abertura para reatar os contatos diplomáticos com o regime de Pyongyang.

Entre 2018 e 2019, Trump e Kim Jong-un realizaram três encontros presenciais de grande repercussão internacional, incluindo uma passagem histórica do republicano pela Zona Desmilitarizada que divide as Coreias.

O principal foco do governo norte-americano nessas negociações tem sido a tentativa de alcançar um acordo definitivo relacionado ao programa nuclear desenvolvido pela dinastia Kim.

Governo busca interesse estratégico

A reaproximação entre os governos dos Estados Unidos e da Coreia do Norte é vista por Seul como uma oportunidade vital para destravar também o diálogo bilateral direto com os vizinhos do norte.

Autoridades diplomáticas sul-coreanas já haviam sinalizado no início do ano que apostam na influência do líder norte-americano como peça-chave para destravar os canais oficiais de comunicação com Pyongyang.

A expectativa do governo da Coreia do Sul é que a articulação internacional traga estabilidade econômica e segurança geopolítica para toda a Ásia Oriental.

Diplomacia busca destravar relações

As conversas mantidas nos fóruns internacionais buscam estabelecer canais permanentes de entendimento entre os governos envolvidos no conflito asiático de longa data.

Especialistas em relações internacionais acompanham os desdobramentos da proposta apresentada por Seul para avaliar possíveis avanços na segurança da península coreana.

A articulação diplomática segue como principal aposta para evitar novos episódios de escalada militar na região nas próximas semanas.

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