Maria Rizomar Ferreira Cruz, de 56 anos, conhecida nas redes sociais por publicar vídeos do cotidiano e danças, foi morta a facadas na madrugada de domingo (20) no Grajaú, zona sul de São Paulo. A Polícia Civil investiga o caso como homicídio e apura a participação de uma vizinha de 43 anos apontada por testemunhas como autora do ataque.
O corpo foi encontrado na Travessa Luís Rafanelli. A vítima apresentava várias lesões, e câmeras de segurança da região foram recolhidas para análise. Testemunhas relataram à Polícia Militar que Maria havia estado com a suspeita momentos antes do crime.
A investigação está sob responsabilidade do 101º Distrito Policial. A motivação ainda não foi estabelecida oficialmente, e versões apresentadas por testemunhas são tratadas como linhas de apuração, não como conclusão sobre o que levou ao homicídio.
Testemunhas relatam discussão
Uma testemunha afirmou ter ouvido uma discussão entre duas mulheres por volta das 5h30. De acordo com o relato repassado à PM, a suspeita estava com uma faca e ameaçava matar a vítima.
As duas teriam consumido bebida alcoólica juntas pouco antes. Esse dado integra os depoimentos reunidos pelos policiais e deverá ser confrontado com imagens, perícia e outros elementos da investigação.
As câmeras de segurança ajudam a reconstruir o deslocamento das envolvidas e a sequência do ataque. A coleta de vídeos é uma das principais medidas adotadas em crimes ocorridos em vias urbanas com sistemas de monitoramento próximos.
A perícia encontrou diversas lesões no corpo de Maria. O laudo necroscópico e os exames complementares devem detalhar a dinâmica das agressões.
Vizinha é apontada por testemunhas
Testemunhas identificaram Francisca Luiz da Silva, de 43 anos, vizinha da vítima, como suspeita. A atribuição ainda depende da investigação policial e de eventual manifestação do Ministério Público e da Justiça.
Uma das hipóteses mencionadas por pessoas ouvidas no local envolve questões pessoais entre as duas mulheres. A polícia apura essas versões para determinar se têm relação efetiva com o crime.
Até a consolidação das provas, a autoria e a motivação devem ser tratadas dentro da condição de investigação. O registro policial não equivale a condenação.
Maria publicava vídeos
Maria era conhecida por vídeos publicados no TikTok, nos quais mostrava partes da rotina, dançava e interagia com seguidores. A presença nas redes levou moradores e conhecidos a se referirem a ela como “vovó tiktoker”.
As publicações formavam um retrato cotidiano da vítima antes do crime. O perfil passou a receber manifestações depois que a morte se tornou conhecida.
A atividade nas redes sociais, por si só, não foi apontada pela polícia como relacionada ao homicídio. A investigação se concentra na relação entre vítima e suspeita e nos acontecimentos da madrugada.
Caso fica com 101º DP
O 101º Distrito Policial, no Jardim das Imbuias, conduz a apuração. Depoimentos, imagens de segurança e laudos periciais serão usados para definir a dinâmica do crime.
A Polícia Civil também precisa estabelecer a localização da investigada, colher sua versão e verificar se outras pessoas presenciaram a discussão ou o ataque.
O caso foi registrado como homicídio. As próximas etapas dependem da análise das provas reunidas e das medidas que forem solicitadas pela autoridade policial ao longo do inquérito.


