Aliado de Nikolas pede rejeição ao voto “Marécio” em Minas

Pablo Almeida, candidato a deputado estadual pelo PL, criticou a combinação entre Marília Campos e Aécio Neves para as duas vagas ao Senado.

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Redação
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Pablo Almeida (PL), candidato a deputado estadual em Minas Gerais e aliado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL), pediu a eleitores que rejeitem a combinação de votos em Marília Campos (PT) e Aécio Neves (PSDB) para as duas vagas mineiras ao Senado. A dupla passou a ser chamada informalmente de “Marécio” em meio à disputa pelo segundo voto do eleitor.

O apelo foi publicado nas redes sociais e compartilhado por Nikolas no domingo, 20. Almeida defende os candidatos Domingos Sávio (PL) e Marco Antônio “Superman” (Novo) e procura barrar uma estratégia de voto cruzado que aproxima, na escolha para o Senado, eleitores de candidaturas situadas em campos políticos diferentes.

Pablo mira segundo voto

Na publicação, Almeida questionou a possibilidade de Marília e Aécio aparecerem simultaneamente entre os nomes mais votados ao Senado em Minas. O candidato associou sua crítica à composição política do estado e ao desempenho eleitoral de aliados do PL.

Não aceite esse voto Marécio.

Pablo Almeida, candidato a deputado estadual pelo PL

O candidato também citou posições políticas de Marília e Aécio para justificar a oposição à combinação. A campanha de Almeida tenta direcionar os dois votos disponíveis para candidatos que estejam mais próximos de seu campo político.

O sistema eleitoral para o Senado em 2026 permite que cada eleitor de Minas escolha dois candidatos, porque duas das três cadeiras do estado estarão em disputa. Essa característica abre espaço para campanhas que buscam não apenas o primeiro voto, mas também uma segunda preferência entre eleitores de outros grupos.

O termo “Marécio” surgiu justamente para resumir a combinação entre Marília e Aécio. A expressão não representa uma aliança partidária formal entre PT e PSDB, mas uma possibilidade de voto em dois candidatos diferentes na mesma cédula eleitoral.

Lula também rejeita combinação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, também se posicionou contra a possibilidade de eleitores ligados ao PT usarem o segundo voto em Aécio ou em outro candidato fora da combinação apoiada por sua campanha em Minas.

Durante ato em Montes Claros, no Norte do estado, Lula pediu voto casado em Marília Campos e Áurea Carolina (PSol). A estratégia busca concentrar as duas escolhas do eleitor em candidaturas apoiadas pelo campo governista.

Quem votar na Áurea, vota na Marília. Quem votar na Marília, vota na Áurea.

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente e candidato à reeleição

Com isso, a combinação Marília e Aécio recebe críticas de lados distintos da disputa. Aliados do PL tentam transferir o segundo voto para nomes como Domingos Sávio e Marco Antônio, enquanto a campanha de Lula busca consolidar Marília e Áurea.

Pesquisa mostra disputa aberta

A pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira, 21, registrou Marília com 18% das intenções de voto no cenário consolidado para o Senado. Domingos Sávio e Carlos Viana (PSD) aparecem com 16% cada.

Aécio tem 13%, seguido por Marcelo Aro (PP), com 12%. Áurea Carolina registra 7%, e Marco Antônio aparece com 4%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, há empates técnicos entre diferentes nomes na parte superior do levantamento.

O instituto ouviu 2 mil eleitores de Minas Gerais entre 16 e 19 de setembro. O nível de confiança informado é de 95%, e a pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-07331/2026.

Os percentuais consolidados somam as preferências em uma eleição na qual o eleitor pode votar em dois candidatos. Por isso, a disputa pelo segundo voto tornou-se parte relevante das estratégias de campanha, especialmente entre candidaturas que tentam ampliar apoio além de seus eleitorados mais identificados.

Duas vagas mudam estratégia

Nas eleições de 2026, cada estado e o Distrito Federal elegem dois senadores. A renovação de dois terços da Casa faz com que o eleitor tenha direito a duas escolhas independentes para o cargo, sem obrigação de votar em candidatos do mesmo partido ou coligação.

Em Minas, essa regra ajuda a explicar por que combinações informais passaram a ser discutidas pelas campanhas. Um candidato pode disputar a primeira preferência de um grupo e, ao mesmo tempo, buscar o segundo voto de eleitores que já tenham escolhido outro nome.

A movimentação de Pablo Almeida procura reduzir esse tipo de voto cruzado entre Marília e Aécio e reforçar duas candidaturas apoiadas por seu grupo político. Do outro lado, Lula adotou estratégia semelhante ao pedir que seus apoiadores concentrem as duas escolhas em Marília e Áurea.

A pesquisa divulgada nesta segunda-feira mostra que a distância numérica entre vários candidatos está dentro ou próxima da margem de erro, o que mantém o segundo voto como alvo central das campanhas mineiras nesta fase da eleição.

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