O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abriu neste sábado, 19 de setembro, uma enquete na rede Truth Social para perguntar aos seguidores se a expressão “inteligência artificial” deveria ser substituída. Ele classificou o termo como impreciso e pouco elegante e apresentou três alternativas.
As sugestões foram “Inteligência Superior”, “Inteligência Extrema” e “Inteligência Suprema”. Trump pediu que os usuários votassem em uma das opções e descreveu o avanço da tecnologia como uma revolução em constante crescimento.
A iniciativa, porém, foi apresentada apenas como uma votação em rede social. Até agora, a Casa Branca não anunciou procedimento oficial, proposta legal ou acordo com empresas e instituições técnicas para alterar a nomenclatura usada globalmente para inteligência artificial.
Trump propõe três novos nomes
Na publicação, o presidente afirmou que muitas pessoas consideram a expressão “inteligência artificial” inadequada para descrever a tecnologia atual. Ele sugeriu alternativas que enfatizam desempenho e capacidade, em vez de artificialidade.
Qual é o melhor nome para essa “Revolução” em constante crescimento?
Donald Trump
As opções colocadas na enquete foram “Superior Intelligence”, “Extreme Intelligence” e “Supreme Intelligence”. Em português, correspondem a Inteligência Superior, Inteligência Extrema e Inteligência Suprema.
A proposta tem caráter político e comunicacional, mas ainda não foi acompanhada de qualquer iniciativa formal para mudar a terminologia adotada por governos, empresas ou pesquisadores.
Enquete ganhou dezenas de milhares de votos
A votação começou a receber respostas rapidamente. Em poucas horas, dezenas de milhares de usuários haviam participado da enquete publicada na Truth Social.
Os números mudavam conforme o tempo de consulta porque a votação permanecia aberta. Veículos que acompanharam a publicação registraram crescimento expressivo da participação ao longo da tarde.
Trump tem usado a própria plataforma para lançar ideias políticas e testar mensagens diretamente com sua base. Nesse caso, a proposta sobre o nome da IA foi apresentada de maneira informal e aberta à participação dos seguidores.
Não houve indicação de que o resultado da enquete teria efeito vinculante sobre políticas públicas ou sobre a terminologia adotada oficialmente pelo governo americano.
Mudança de nome não foi detalhada
O presidente não explicou como pretende transformar uma eventual preferência dos usuários em mudança concreta. Também não informou se pretende consultar empresas de tecnologia, universidades ou órgãos reguladores.
O termo “inteligência artificial” é amplamente usado em legislações, pesquisas científicas, produtos comerciais e documentos oficiais em vários países. Uma alteração ampla dependeria de adoção coordenada muito além do governo dos Estados Unidos.
Por enquanto, portanto, a proposta funciona como uma sugestão política e de comunicação. Não há sinal de que instituições internacionais ou empresas tenham aderido às alternativas apresentadas.
Especialistas e empresas também utilizam categorias mais específicas, como aprendizado de máquina, modelos de linguagem e IA generativa, mas essas expressões descrevem tecnologias ou aplicações particulares, não substitutos universais para o termo geral.
Presidente também fala em “Força de IA”
No mesmo dia, Trump anunciou que pretende criar uma “Força de IA” e nomear um novo responsável de alto nível para coordenar políticas do governo americano na área.
Ele comparou a iniciativa à criação da Força Espacial durante seu primeiro mandato, mas não apresentou detalhes sobre estrutura, orçamento, autoridade ou competências do novo órgão.
O presidente também disse que pretende indicar um novo “czar da IA”, expressão informal usada em Washington para designar autoridades encarregadas de coordenar políticas específicas dentro do governo.
A agenda reforça a intenção da Casa Branca de manter a inteligência artificial entre as prioridades estratégicas dos Estados Unidos, principalmente em áreas ligadas a economia, defesa e competição tecnológica.
Debate ocorre em meio a pressão por regulação
A fala de Trump acontece em um momento de discussão crescente sobre riscos associados ao avanço de sistemas de inteligência artificial. Pesquisadores, executivos e políticos têm defendido diferentes níveis de supervisão e controle.
Trump, por outro lado, tem demonstrado resistência a medidas que possam desacelerar o desenvolvimento do setor. Sua posição é que excesso de regulação poderia reduzir a competitividade americana.
Críticos dessa abordagem defendem salvaguardas mais rígidas para questões como segurança, desinformação, uso militar, privacidade e autonomia de sistemas avançados.
A disputa sobre regulação também atravessa partidos e setores da indústria, sem consenso sobre quais limites devem ser impostos e em que momento.
Competição com a China pesa na política de IA
A Casa Branca trata a inteligência artificial como parte central da competição tecnológica com a China. Os dois países disputam liderança em chips, modelos avançados, infraestrutura de dados e aplicações militares e comerciais.
Trump tem usado esse argumento para defender ritmo acelerado de inovação nos Estados Unidos e menor interferência regulatória sobre empresas americanas.
O tema também aparece na agenda diplomática com Pequim. Autoridades dos dois países discutem segurança tecnológica, comércio e limites para exportações de componentes estratégicos.
A enquete sobre o nome da inteligência artificial é, portanto, uma iniciativa simbólica dentro de uma agenda muito mais ampla. A terminologia pode virar tema de comunicação política, mas a disputa concreta segue concentrada em desenvolvimento tecnológico, regulação e liderança econômica.


