O atacante Memphis Depay enfrentou sua primeira onda de contestação por parte da torcida do Corinthians após a eliminação da equipe nas quartas de final da Copa Libertadores. O revés diante do Estudiantes, da Argentina, na noite de quarta-feira (16), foi marcado pelo pênalti desperdiçado pelo jogador holandês nos momentos decisivos da partida disputada na Neo Química Arena.
Após o apito final, o atleta tornou-se alvo de xingamentos em diversos setores do estádio e optou por deixar o local por uma saída alternativa, sem conceder entrevistas na zona mista. A conduta acende um alerta nos bastidores do clube devido às normativas disciplinares da entidade sul-americana para competições internacionais.
Ausência na zona mista
O regulamento oficial da Conmebol estabelece a obrigatoriedade de os atletas passarem pela zona mista após o término dos confrontos oficiais. Além de Memphis, o zagueiro Gustavo Henrique também evitou o setor de entrevistas na saída do gramado da Neo Química Arena.
O descumprimento desta regra pode resultar em sanções financeiras que variam de US$ 8 mil a US$ 10 mil aos cofres da instituição. A aplicação da multa depende da formalização do registro por parte dos oficiais da partida no relatório oficial apresentado à entidade.
Fontes ligadas aos bastidores apontam que o clube paulista também deve arcar com outras penalidades pecuniárias em razão de ocorrências ligadas à estrutura e à organização do evento esportivo em seu reduto.
Defesa jurídica na Conmebol
Além da polêmica sobre a saída do estádio, o departamento jurídico corinthiano corre contra o tempo para estruturar a defesa do atacante em um processo movido pelo Estudiantes. O clube argentino apresentou uma representação formal questionando um gesto atribuído ao jogador durante a comemoração de um gol no confronto de ida, realizado em La Plata.
A Conmebol tem adotado decisões rigorosas contra os clubes brasileiros.”
Departamento jurídico do Corinthians
Os dirigentes argentinos solicitaram à entidade continental a suspensão do atleta por pelo menos uma partida em competições sul-americanas. Caso o tribunal acolha o pleito, a sanção deverá ser cumprida em compromissos futuros sob chancela da Conmebol.
A diretoria alvinegra assumiu a elaboração da resposta oficial sob o argumento de que os órgãos disciplinares sul-americanos têm adotado critérios rigorosos em casos envolvendo equipes brasileiras em torneios continentais.
Repercussão e respaldo interno
A turbulência marca um momento inédito na passagem do jogador pelo futebol brasileiro desde a sua contratação. Em episódios anteriores, inclusive durante negociações contratuais, o atacante havia desfrutado de apoio irrestrito por parte dos torcedores nas arquibancadas.
Apesar da revolta manifestada por parte do público presente no estádio após a eliminação, a comissão técnica saiu em defesa do atleta após o confronto. A avaliação interna é de que o resultado negativo decorre de uma construção coletiva ao longo da eliminatória e não recai de forma isolada sobre o desempenho individual no lance capital da partida.
Precedentes e próximos passos
A situação disciplinar do clube paulista ganha complexidade com a necessidade de resguardar seus ativos esportivos em instâncias internacionais. Casos semelhantes ocorridos em temporadas passadas com atletas de outras equipes brasileiras demonstram a rigidez dos tribunais esportivos da América do Sul.
A diretoria corinthiana mantém cautela enquanto aguaddr os desdobramentos formais dos relatórios enviados pelos delegados da partida. A prioridade imediata consiste em zerar pendências burocráticas e evitar agravamentos nas multas já previstas pelo regulamento.
O foco agora se desloca para o planejamento do restante da temporada nacional, enquanto o departamento jurídico conclui as petições exigidas pela Conmebol dentro dos prazos estipulados pela entidade.


