Datafolha mostra disputa presidencial concentrada entre Lula e Flávio a 17 dias do 1º turno

Presidente tem 39% e senador 36% na primeira rodada; em eventual segundo turno, placar de 46% a 44% mantém empate técnico dentro da margem de erro

Da
Redação
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Candidatos à Presidencia: Cury, Clariana, Edmilson Costa, Flavio, Hertz Dias, Lula, Renan Santos, Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Rui Costa Pimenta, Samara Martins e Wilson Grassi —Fotos: Divulgação
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A nova rodada do Datafolha divulgada nesta quinta-feira (17) mostra a disputa presidencial concentrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Lula registra 39% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio aparece com 36%. Considerada a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados.

No cenário de segundo turno entre os dois, o instituto registra 46% para Lula e 44% para Flávio, repetindo exatamente os percentuais da rodada anterior, divulgada em 11 de setembro. O levantamento ouviu 2.002 eleitores de 16 anos ou mais em 125 municípios entre os dias 15 e 17 de setembro, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-04029/2026.

Os resultados são uma fotografia das preferências declaradas durante o período das entrevistas e não constituem previsão do resultado da eleição. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, e um eventual segundo turno para presidente ocorrerá em 25 de outubro, conforme calendário do Tribunal Superior Eleitoral.

Primeiro turno se estreita

Lula manteve os mesmos 39% registrados na pesquisa anterior, enquanto Flávio oscilou de 35% para 36%. A diferença nominal entre os dois, portanto, passou de quatro para três pontos percentuais.

Augusto Cury (Avante) permanece em terceiro lugar, com 6%. Ronaldo Caiado (PSD) registra 4%, Renan Santos (Missão) 3% e Romeu Zema (Novo) 2%. Samara Martins (UP) e Rui Costa Pimenta (PCO) aparecem com 1% cada. Os demais nomes testados não pontuaram ou ficaram abaixo de 1% na leitura divulgada.

Brancos, nulos e nenhum somam 6%, enquanto 3% dos entrevistados disseram não saber em quem votar. Como a margem de erro geral é de dois pontos, oscilações pequenas entre duas pesquisas precisam ser lidas com cautela.

Primeiro turno se estreita
Cenário de 1º turno 17 de setembro 11 de setembro
Lula (PT) 39% 39%
Flávio Bolsonaro (PL) 36% 35%
Augusto Cury (Avante) 6% 6%
Ronaldo Caiado (PSD) 4% 4%
Renan Santos (Missão) 3% 3%
Romeu Zema (Novo) 2% 2%
Samara Martins (UP) 1% 1%
Rui Costa Pimenta (PCO) 1% 1%
Branco/nulo/nenhum 6% 6%
Não sabe 3% 4%

Fonte: Datafolha.

Série mostra aproximação

A trajetória das últimas rodadas mostra estabilidade de Lula e avanço gradual de Flávio. Em 21 de agosto, o presidente tinha 39% e o senador, 33%. Em 3 de setembro, Lula oscilou para 38% e Flávio permaneceu em 33%. Na rodada de 11 de setembro, Lula voltou a 39% e Flávio alcançou 35%.

Agora, Lula continua em 39%, enquanto Flávio chega a 36%. Considerando apenas os valores centrais divulgados pelo instituto, a distância nominal caiu de seis pontos em 21 de agosto para três nesta quinta-feira.

Essa redução não deve ser interpretada isoladamente como movimento linear ou definitivo, porque cada resultado está sujeito à margem de erro e a variações amostrais. A leitura mais segura é que a disputa se tornou mais apertada no período observado.

Série mostra aproximação
Rodada Datafolha Lula Flávio Diferença nominal
21 de agosto 39% 33% 6 p.p.
3 de setembro 38% 33% 5 p.p.
11 de setembro 39% 35% 4 p.p.
17 de setembro 39% 36% 3 p.p.

Fonte: Datafolha.

Segundo turno segue estável

Na simulação direta entre Lula e Flávio Bolsonaro, o Datafolha registra 46% para o presidente e 44% para o senador. A diferença de dois pontos está dentro da margem de erro do levantamento, por isso o instituto caracteriza o cenário como empate técnico.

Os percentuais são os mesmos observados em 11 de setembro e também coincidem com a rodada de 3 de setembro. Em 21 de agosto, Lula tinha 47% e Flávio, 43%. A série, portanto, mostra pouca variação na simulação direta ao longo do último mês.

No segundo turno, o dado mais importante da rodada não é uma mudança de liderança, mas a manutenção de um cenário estatisticamente indefinido dentro da margem de erro.

Segundo turno segue estável
Segundo turno Lula x Flávio Lula Flávio
21 de agosto 47% 43%
3 de setembro 46% 44%
11 de setembro 46% 44%
17 de setembro 46% 44%

Fonte: Datafolha.

Rejeição dos dois chega a 47%

Além da intenção de voto, o levantamento mediu a rejeição dos candidatos. Lula e Flávio aparecem com o mesmo índice: 47% dos entrevistados dizem que não votariam neles de jeito nenhum.

Na rodada anterior, divulgada em 11 de setembro, ambos tinham 46% de rejeição. A oscilação de um ponto percentual está dentro da margem de erro, mas reforça que os dois candidatos concentram também os maiores níveis de resistência do eleitorado.

O Datafolha também mediu a avaliação do governo federal. A gestão Lula é considerada ruim ou péssima por 42%, ótima ou boa por 34% e regular por 23%. Na avaliação pessoal do presidente, 50% disseram reprovar Lula e 48% aprovar.

Rejeição dos dois chega a 47%
Indicador Percentual
Rejeição a Lula 47%
Rejeição a Flávio Bolsonaro 47%
Governo Lula: ruim/péssimo 42%
Governo Lula: ótimo/bom 34%
Governo Lula: regular 23%
Aprovação pessoal de Lula 48%
Reprovação pessoal de Lula 50%

Fonte: Datafolha.

Recortes revelam bases distintas

A rodada imediatamente anterior, feita entre 8 e 10 de setembro, ajuda a mostrar como as bases dos dois principais candidatos se distribuem entre diferentes segmentos. Naquele levantamento, Lula tinha vantagem entre eleitores de menor renda, católicos, mulheres, pessoas com ensino fundamental e moradores do Nordeste.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, aparecia à frente entre evangélicos, homens, eleitores com renda superior a dois salários mínimos, moradores do Sul e do Norte/Centro-Oeste e pessoas com ensino médio ou superior em alguns recortes. Esses dados pertencem à rodada anterior e não devem ser automaticamente projetados sobre a pesquisa desta quinta-feira.

Entre os eleitores com renda de até dois salários mínimos, Lula tinha 47% e Flávio, 27%. Na faixa de dois a cinco salários, Flávio aparecia com 42% e Lula, 31%. Entre quem ganhava acima de cinco salários, Flávio marcava 47% e Lula, 27%.

Por religião, Lula tinha 46% entre católicos, contra 29% de Flávio. Entre evangélicos, Flávio aparecia com 50%, ante 22% de Lula. Regionalmente, o maior diferencial de Lula estava no Nordeste, onde registrava 53% contra 25%.

Recortes revelam bases distintas
Recorte da rodada de 11/9 Lula Flávio
Até 2 salários mínimos 47% 27%
De 2 a 5 salários mínimos 31% 42%
Acima de 5 salários mínimos 27% 47%
Católicos 46% 29%
Evangélicos 22% 50%
Nordeste 53% 25%

Fonte: Datafolha, pesquisa de 8 a 10 de setembro.

Metodologia orienta leitura

O Datafolha entrevistou 2.002 eleitores em 125 municípios entre terça-feira (15) e esta quinta-feira (17). As entrevistas foram presenciais, com questionário estruturado aplicado em pontos de fluxo populacional. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos no total da amostra, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa foi contratada pela Folha de S.Paulo e pela Globo e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04029/2026. O registro prévio é exigido pela legislação eleitoral para levantamentos de opinião pública divulgados durante o ano da eleição.

O TSE informa que 158.765.543 eleitores estão aptos a votar em 2026. O primeiro turno será realizado em 4 de outubro e o segundo, quando necessário para presidente e governadores, em 25 de outubro. A votação ocorrerá das 8h às 17h pelo horário de Brasília.

Metodologia orienta leitura
Ficha da pesquisa e eleição Informação
Entrevistados 2.002 eleitores
Municípios 125
Período de campo 15 a 17 de setembro
Margem de erro 2 pontos percentuais
Nível de confiança 95%
Registro BR-04029/2026
1º turno 4 de outubro de 2026
2º turno, se houver 25 de outubro de 2026
Eleitorado apto 158.765.543

Fonte: Datafolha e TSE.

Com 17 dias até o primeiro turno, a fotografia do Datafolha mostra uma disputa mais comprimida no primeiro turno e praticamente estável no segundo. O instituto, porém, não projeta resultado final: novas pesquisas podem registrar mudanças conforme a campanha avança, e apenas a votação oficial apurada pela Justiça Eleitoral definirá o desfecho da eleição.

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