O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 57,5% das intenções de voto em uma simulação de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) em Pernambuco, segundo pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quinta-feira, 17 de setembro. Flávio aparece com 36,2%. Brancos, nulos e eleitores que não souberam responder somam 6,3%.
O levantamento ouviu 1.793 eleitores entre 11 e 16 de setembro. A margem de erro informada pelo instituto é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob os números PE-02989/2026 e BR-00357/2026.
Os números representam uma fotografia da intenção de voto no período em que a pesquisa foi realizada e não constituem previsão do resultado das eleições. A diferença entre os candidatos no cenário testado é de 21,3 pontos percentuais.
Lula aparece com 57,5%
No cenário de segundo turno testado pela AtlasIntel, Lula registra 57,5% e Flávio Bolsonaro, 36,2%. O restante do eleitorado pesquisado declarou voto branco ou nulo ou afirmou não saber em quem votaria.
A pesquisa mede apenas a opinião dos entrevistados naquele período. Mudanças de campanha, debates, acontecimentos econômicos, alianças estaduais e fatos políticos posteriores podem alterar as intenções de voto ao longo das semanas seguintes.
Por essa razão, o resultado deve ser interpretado em conjunto com a margem de erro e a metodologia do instituto. Comparações com outros levantamentos também precisam considerar diferenças de amostra, método e datas de coleta.
Primeiro turno também é medido
No cenário estimulado de primeiro turno apresentado pelo levantamento, Lula aparece com 54,9% das intenções de voto em Pernambuco. Flávio Bolsonaro registra 32,7%.
Augusto Cury (Avante) tem 3,7%, enquanto Renan Santos (Missão) soma 3,5%. Os demais percentuais se distribuem entre outras respostas, votos brancos ou nulos e indecisos.
O desempenho estadual não deve ser extrapolado diretamente para o conjunto do país. A pesquisa representa o eleitorado pernambucano, que possui características políticas e demográficas próprias.
Instituto detalha amostra
A AtlasIntel informa que a coleta foi realizada de 11 a 16 de setembro com 1.793 respondentes. A margem de erro é de dois pontos percentuais, e o nível de confiança declarado é de 95%.
O instituto utiliza metodologia própria de recrutamento digital e pós-estratificação. A amostra busca representar o perfil do eleitorado, mas, como em toda pesquisa, está sujeita a incertezas estatísticas e a possíveis diferenças entre a população entrevistada e o comportamento final nas urnas.
O custo informado para a pesquisa é de R$ 75 mil, financiado com recursos próprios da empresa. O registro no TSE permite consultar informações técnicas do levantamento e integra as exigências de transparência durante o período eleitoral.
Gestões também são avaliadas
Além das intenções de voto, o levantamento perguntou aos entrevistados sobre a aprovação de governos. A administração Lula é aprovada por 56% dos participantes e desaprovada por 42%, segundo os dados divulgados.
O governo de Raquel Lyra em Pernambuco registra 50% de aprovação e 41% de desaprovação. Os percentuais restantes correspondem a outras respostas, incluindo quem não soube avaliar.
A aprovação de governo é uma medida distinta da intenção de voto. Um eleitor pode aprovar uma gestão e escolher outro candidato, ou desaprovar um governo e ainda assim votar no governante por diferentes razões.
Segurança lidera preocupações
A pesquisa também perguntou quais são os maiores problemas de Pernambuco. Criminalidade foi citada por 52,4% dos entrevistados, enquanto 44,8% apontaram o acesso à saúde. Qualidade da educação apareceu com 22,3%.
Como a pergunta permite múltiplas respostas, a soma dos percentuais pode ultrapassar 100%. Os dados ajudam a identificar os temas que mais preocupam os eleitores no estado, mas não indicam automaticamente qual candidato é associado a cada solução.
Nas próximas semanas, novas pesquisas poderão mostrar estabilidade ou mudanças no quadro. O resultado oficial da eleição dependerá exclusivamente dos votos depositados nas urnas em outubro.


