TCU aponta atrasos crônicos na Fiol 2 e cobra recuperação de cronograma

Auditoria do Tribunal de Contas da União identifica defasagem superior a R$ 118 milhões no Lote 6 da Ferrovia de Integração Oeste-Leste, na Bahia.

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Redação
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Obras da Fiol 2 enfrentam defasagem financeira e exigem novas diretrizes de governança apontadas pelo TCU.
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O Tribunal de Contas da União apontou falhas graves e atrasos considerados crônicos na execução das obras do Lote 6 da Fiol 2, trecho que liga Caetité a Barreiras, na Bahia. Sob a responsabilidade da Infra S.A., o empreendimento ferroviário apresenta uma execução financeira acumulada significativamente abaixo do patamar originalmente planejado para o período contratual.

Defasagem financeira e cronograma

Conforme os dados levantados pela auditoria do órgão de controle, após 48 meses de vigência contratual, a execução financeira alcançou apenas 48,79% do valor global previsto. O índice contrasta fortemente com os 72,46% que deveriam ter sido executados até o momento.

A diferença acumulada representa uma defasagem superior a R$ 118 milhões em relação ao cronograma inicial estabelecido para o lote. Além disso, o Índice de Desempenho Financeiro registrou quedas consecutivas ao longo de 2025, encerrando dezembro em um patamar que evidencia a deterioração do ritmo das frentes de trabalho.

Importância logística regional

A Ferrovia de Integração Oeste-Leste é vista como um projeto estratégico para ligar o interior baiano ao litoral e fortalecer o escoamento logístico nacional. No entanto, os sucessivos entraves operacionais têm comprometido a entrega das etapas previstas e exigido maior rigor fiscalizatório.

A articulação com diferentes setores produtivos e a conclusão adequada dos trechos são fundamentais para viabilizar o potencial de transporte da região. A fiscalização busca assegurar que os recursos públicos aplicados tragam o retorno esperado para a infraestrutura de transportes.

Fatores que impactam as obras

O relatório do Tribunal detalhou que os atrasos decorrem de uma combinação de problemas estruturais e operacionais. Entre os principais motivos estão a mobilização insuficiente de recursos humanos e materiais por parte do consórcio responsável e a fragilidade financeira de uma das empresas integrantes, que se encontra em recuperação judicial.

A auditoria também mapeou obstáculos de ordem externa que dificultam o avanço físico dos trabalhos na região baiana. Questões ligadas a interferências na rede elétrica e exigências de licenciamento em áreas com relevância arqueológica somam-se ao cenário de lentidão técnica.

Governança e novas diretrizes

Diante do quadro desfavorável, o Tribunal recomendou que a Infra S.A. implemente mecanismos mais rigorosos de governança corporativa. O objetivo é monitorar com maior precisão o cumprimento das metas estabelecidas no Compromisso de Ajustamento de Conduta firmado em junho.

Entre as medidas sugeridas estão a adoção de indicadores objetivos de desempenho, a elaboração de relatórios periódicos detalhados e a definição de instâncias decisórias mais ágeis. O órgão também pontuou que os pagamentos ao consórcio devem ficar estritamente condicionados ao cumprimento efetivo das metas estabelecidas.

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