O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, elevou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira (16). Com a medida, o patamar da taxa passou para a faixa de 3,75% a 4% ao ano, marcando o primeiro aperto monetário promovido pela autoridade em três anos.
Projeções econômicas indicam novos ajustes
De acordo com a previsão mediana do Sumário de Projeções Econômicas trimestrais, os dirigentes do Fed preveem um aumento das taxas em pelo menos mais 0,25 ponto percentual este ano. A autoridade monetária busca calibrar o ritmo da economia frente ao cenário de incertezas.
Quatro dos 18 analistas que apresentaram suas previsões acreditam que as taxas precisarão subir 0,5 ponto percentual até o final do período. Em contrapartida, dois dirigentes avaliam que o banco central não precisará realizar novas elevações.
Ausência de projeção e esclarecimento
Nas divulgações recentes de junho e setembro, o levantamento incluiu 18 projeções em vez das 19 habituais. O presidente do Fed, Kevin Warsh, esclareceu durante coletiva de imprensa que a estimativa faltante era a sua.
Warsh afirmou na reunião de política monetária de junho que optou por não apresentar uma projeção individual para evitar ficar vinculado a uma estimativa em meio ao cenário volátil. O esclarecimento foi reforçado publicamente após a decisão unânime do comitê.
Resiliência e atividade econômica sólida
Em seu comunicado oficial, o banco central americano destacou que os gastos domésticos permanecem resilientes, mesmo diante do elevado nível de incerteza global. A avaliação reforça que a atividade econômica norte-americana segue avançando em ritmo sólido.
A decisão foi adotada por unanimidade pelo Comitê Federal de Mercado Aberto, evidenciando alinhamento entre os dirigentes na condução da política monetária atual dos Estados Unidos.
Impacto do primeiro aperto monetário
O reajuste recente representa uma mudança de direção na política de juros do país após um longo período de estabilidade. Analistas acompanham de perto os desdobramentos para os mercados globais e o custo do crédito.
As próximas reuniões do Fed devem detalhar o ritmo de normalização da taxa, dependendo diretamente da evolução dos indicadores de inflação e emprego divulgados nos próximos meses.


