O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, elevou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual. Com a medida anunciada nesta quarta-feira (16/9), os chamados Fed funds passaram a vigorar no intervalo entre 3,75% e 4,00% ao ano.
A decisão foi tomada pelo Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) e encerra um longo período sem elevações nas taxas americanas. O movimento ocorre após um ciclo de cortes implementado ao longo de 2024 e 2025.
A última alta promovida pelo banco central havia ocorrido em 26 de julho de 2023. Naquela ocasião, o colegiado aplicou a mesma dose de ajuste, elevando a taxa para o patamar que vigorava antes das reduções recentes.
Mercado antecipa decisão do Fed
A nova medida adotada pelo Federal Reserve não causou surpresa aos agentes econômicos e analistas financeiros. As apostas em relação ao rumo da política monetária já apontavam majoritariamente para essa direção.
Dados da ferramenta FedWatch, operada pelo CME Group, indicavam que a probabilidade de uma alta de 0,25 ponto percentual superava 92% no início da tarde que antecedeu o comunicado oficial.
Essas estimativas são calculadas com base nas negociações de contratos futuros de trinta dias na bolsa do CME Group, refletindo o comportamento institucional e as expectativas dos investidores.
Liderança e pressões políticas
Esta foi a segunda reunião do Fomc comandada sob a gestão de Kevin Warsh. Ele assumiu a presidência do banco central americano em maio, após indicação formal feita pelo presidente Donald Trump.
O chefe do Executivo americano vinha realizando declarações públicas e mantendo forte pressão para que a autoridade monetária promovesse cortes nos juros do país.
Apesar do apelo da administração republicana, a condução técnica do comitê optou pela elevação para conter pressões inflacionárias e ajustar o cenário macroeconômico.
Impacto global e cenário brasileiro
As decisões tomadas pelo Federal Reserve repercutem de maneira direta sobre os mercados internacionais e o fluxo de capitais em economias emergentes. O reajuste altera as condições globais de liquidez.
Enquanto o banco central dos Estados Unidos ajusta sua taxa básica, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil também se movimenta para definir os rumos da taxa Selic.
A expectativa para a economia brasileira girava em torno de uma redução na mesma proporção, buscando calibrar o custo do crédito nacional diante do ambiente externo desafiador.


