Benedita da Silva disputa vaga no Senado pelo Rio em 2026

Aos 84 anos, deputada federal do PT tenta voltar à Casa onde foi a primeira mulher negra eleita no Brasil

Da
Redação
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Benedita da Silva disputa uma vaga ao Senado pelo Rio de Janeiro nas eleições de 2026.
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Benedita da Silva disputa uma das duas vagas ao Senado pelo Rio de Janeiro nas eleições de 2026. Aos 84 anos, a deputada federal do PT tenta retornar à Casa onde se tornou, em 1994, a primeira mulher negra eleita senadora no Brasil.

Nascida no Rio de Janeiro e criada em uma favela do Leblon, Benedita construiu a carreira política a partir de movimentos comunitários, da atuação no movimento negro e da defesa de direitos sociais. Na chapa, Manoel Severino e Kleber Lucas aparecem como primeiro e segundo suplentes, respectivamente.

Benedita inicia a trajetória comunitária

Benedita nasceu em 26 de abril de 1942, no Rio de Janeiro. Filha da lavadeira Maria da Conceição Sousa da Silva e do pedreiro José Tobias da Silva, cresceu na favela da Praia do Pinto, no Leblon.

Ela começou a trabalhar ainda criança e exerceu atividades como vendedora ambulante e empregada doméstica. Mais tarde, aproximou-se de movimentos comunitários que reivindicavam melhorias para as favelas cariocas.

No Chapéu-Mangueira, participou da organização de mulheres da comunidade. No fim dos anos 1970, tornou-se presidente do Departamento Feminino da associação de moradores e também passou a atuar no movimento negro.

Ela entra na política pelo PT

Benedita participou da fundação do Partido dos Trabalhadores no início dos anos 1980. Em 1982, foi eleita vereadora do Rio de Janeiro pelo partido, em uma campanha que destacou sua identidade como mulher negra e moradora de favela.

Na mesma década, formou-se em Serviço Social e Estudos Sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Quatro anos depois de chegar à Câmara Municipal, foi eleita deputada federal.

Durante a Assembleia Nacional Constituinte, Benedita foi a única mulher negra entre os parlamentares constituintes. Sua atuação envolveu direitos das mulheres, da população negra, das trabalhadoras domésticas e das comunidades quilombolas.

Benedita foi a primeira mulher negra eleita para o Senado no Brasil, em 1994.

A carreira alcança o Senado e o governo

Em 1994, Benedita foi eleita senadora pelo Rio de Janeiro com 2.249.861 votos. Ela permaneceu no cargo até 1998, quando deixou o Senado para assumir a vice-governadoria do estado.

Em abril de 2002, tornou-se governadora do Rio de Janeiro após a renúncia de Anthony Garotinho, então filiado ao PSB. Ele deixou o cargo para disputar a Presidência da República.

Benedita permaneceu no governo estadual até o fim daquele ano. Com isso, também se tornou a primeira mulher negra a governar o Rio de Janeiro.

Ela amplia a atuação em políticas sociais

No primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Benedita assumiu o Ministério da Assistência e Promoção Social. Posteriormente, ocupou a Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do governo do Rio.

Desde 2011, voltou a exercer sucessivos mandatos como deputada federal. Durante a pandemia de Covid-19, esteve entre as autoras do Projeto de Lei nº 1.075/2020, que deu origem à Lei Aldir Blanc.

A legislação destinou R$ 3 bilhões em recursos federais para ações emergenciais voltadas a trabalhadores, espaços e iniciativas culturais afetados pela paralisação das atividades. O texto recebeu substitutivo relatado pela deputada Jandira Feghali, do PCdoB do Rio de Janeiro, antes da aprovação pelo Congresso e da sanção em 2020.

Na declaração apresentada à Justiça Eleitoral para a candidatura de 2026, Benedita informou patrimônio de R$ 1.304.312,81. Ela é casada com o ator Antônio Pitanga desde 1992 e é madrasta dos atores Camila Pitanga e Rocco Pitanga.

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