São Paulo registra maior chuva do Brasil e tem setembro histórico

Capital paulista acumulou 198,2 mm em 12 dias, o quarto maior volume para setembro desde o início das medições convencionais, em 1943

Da
Redação
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Temporal elevou o acumulado de chuva de setembro em São Paulo ao quarto maior volume da série histórica.
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São Paulo registrou o maior volume de chuva do Brasil em 24 horas entre a manhã de sexta-feira (11) e a manhã de sábado (12). A estação automática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no Mirante de Santana, na zona Norte, mediu 75,4 mm no período.

Com o temporal, a capital paulista acumulou 198,2 mm de chuva em setembro até as 9h de sábado (12). O volume colocou o mês de 2026 na quarta posição entre os setembros mais chuvosos desde o início das medições convencionais, em 1943.

São Paulo alcança marca histórica em setembro

O acumulado de 198,2 mm já supera o registrado em setembro de 2009, quando a cidade somou 197,2 mm. A marca, no entanto, ainda pode mudar porque há previsão de novas precipitações até o fim do mês.

O ranking histórico é liderado por setembro de 1983, com 243,1 mm. Em seguida aparecem 1993, com 206,7 mm, e 2015, com 201,7 mm.

Assim, setembro de 2026 está 4,9 mm abaixo do terceiro colocado e 8,5 mm distante da segunda maior marca. A diferença para o recorde de 1983 é de 44,9 mm.

Confira a comparação dos maiores volumes de chuva registrados em setembro:

Posição Ano Chuva acumulada
1983 243,1 mm
1993 206,7 mm
2015 201,7 mm
2026 198,2 mm até 12 de setembro
2009 197,2 mm

Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), estação do Mirante de Santana.

O acumulado supera outros meses de 2026

O volume de setembro também representa o segundo maior acumulado mensal registrado na capital paulista em 2026. Até agora, janeiro continua na primeira posição, com 256,4 mm.

Setembro chegou a 198,2 mm em apenas 12 dias. Por isso, a posição do mês na série histórica ainda pode subir caso as chuvas previstas se confirmem.

A comparação mostra que a concentração de precipitações em um período curto contribuiu para o resultado histórico. Ainda assim, o acumulado de janeiro permanece 58,2 mm acima do registrado em setembro até o dia 12.

Frentes frias reforçam a instabilidade

Analistas de meteorologia da Climatempo apontam a combinação de três fatores para explicar o volume elevado sobre a Grande São Paulo. O primeiro foi o avanço de uma frente fria durante o feriado prolongado de 7 de setembro.

Entre os dias 5 e 6, esse sistema provocou 35,6 mm de chuva. Depois, uma área de baixa pressão atmosférica se intensificou sobre o Paraguai e o Sul do Brasil a partir de 9 de setembro.

Esse processo favoreceu a chegada de uma nova frente fria no dia 11. Ao mesmo tempo, áreas de instabilidade avançaram do Paraná em direção ao estado de São Paulo.

A umidade da Amazônia mantém nuvens carregadas

Outro fator apontado pelos meteorologistas foi a atuação do jato de baixos níveis. A corrente de ar quente e úmido vinda da Amazônia direcionou umidade para São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul.

Com mais umidade disponível, aumentou a formação de nuvens carregadas sobre a região. A combinação com as frentes frias e a baixa pressão sustentou a sequência de episódios de chuva.

Além disso, a permanência de alta umidade deve manter o tempo instável na Região Metropolitana nos próximos dias, mesmo com a perda gradual de força da chuva a partir da terça-feira (15).

A chuva deve continuar até segunda-feira

Até segunda-feira (14), a previsão indica céu com muitas nuvens e chuva frequente na Região Metropolitana. Em alguns períodos, a precipitação pode ocorrer com intensidade moderada a forte.

A partir de terça-feira (15), a chuva deve perder força. A nebulosidade, contudo, deve continuar na quarta-feira (16), enquanto a quinta-feira (17) pode ter breves aberturas de sol.

Uma massa de ar frio de origem polar na costa do Sudeste deve manter as temperaturas amenas. Dessa forma, os termômetros não devem ultrapassar 20°C até 17 de setembro.

Defesa Civil orienta evitar áreas alagadas

A Defesa Civil do Estado de São Paulo mantém o monitoramento das condições meteorológicas por meio de radares e satélites. O órgão também informa que equipes estão preparadas para atender eventuais ocorrências.

Em caso de novos temporais, a recomendação é evitar áreas alagadas e não tentar atravessar vias inundadas ou pontos com correnteza. A população também deve observar sinais de movimentação de terra em encostas e a elevação do nível de córregos.

A orientação é buscar abrigo seguro e acompanhar os alertas oficiais. Para receber mensagens por SMS, o morador pode enviar o CEP do local para o número 40199.

Em situações de emergência, os telefones indicados são 193, do Corpo de Bombeiros, e 199, da Defesa Civil.

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