Paulo Angioni, diretor de futebol do Fluminense, morre aos 80 anos

Dirigente estava internado no Rio de Janeiro desde o início de setembro para tratar um câncer no pâncreas

Da
Redação
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Paulo Angioni teve quatro passagens pelo Fluminense e dirigia o departamento de futebol desde 2018.Divulgação/Fluminense
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Paulo Angioni, diretor executivo de futebol do Fluminense, morreu na madrugada deste sábado (12), aos 80 anos, no Rio de Janeiro. O dirigente estava internado desde o início de setembro para tratar um câncer no pâncreas.

O Fluminense comunicou a morte em nota oficial. Com mais de quatro décadas dedicadas ao futebol, Angioni foi considerado um dos pioneiros da função de diretor executivo no Brasil e participou da montagem de elencos em clubes importantes e na Seleção Brasileira.

Fluminense confirma a morte

O clube carioca informou que Paulo Sérgio Scudiere Angioni morreu durante a madrugada, no Rio de Janeiro. A comunicação também destacou a ligação do dirigente com o Fluminense e sua trajetória no futebol brasileiro.

Angioni estava internado desde o começo de setembro para tratar um câncer no pâncreas. A doença foi apontada como o motivo do tratamento hospitalar, segundo as informações divulgadas sobre o caso.

Na nota, o Fluminense descreveu a carreira do dirigente como uma das mais longevas e bem-sucedidas do futebol brasileiro. O clube também ressaltou os vínculos que ele construiu ao longo da vida profissional.

Angioni atua por mais de 40 anos

Paulo Angioni construiu uma trajetória de mais de 40 anos no futebol. Ele ganhou reconhecimento pela atuação nos bastidores, sobretudo na montagem e na reconstrução de elencos.

O dirigente trabalhou em clubes como Vasco, Flamengo, Corinthians e Bahia. Além disso, teve passagem pela Seleção Brasileira, ampliando a experiência acumulada em diferentes estruturas do futebol nacional.

Por sua atuação, Angioni ficou associado ao desenvolvimento da função de diretor executivo no Brasil. Seu trabalho se concentrou na organização do departamento de futebol e na formação de grupos competitivos.

Dirigente retorna ao Fluminense

A relação de Angioni com o Fluminense começou no início dos anos 2000. Ao longo da carreira, ele teve quatro passagens pelo clube carioca.

A última delas começou em 2018, quando o dirigente voltou a assumir o departamento de futebol. Desde então, participou da condução do setor em um período de conquistas relevantes para o time.

O retorno marcou a quarta passagem de Angioni pelo Fluminense. Na função, ele atuou na gestão do futebol profissional e também teve participação na formação de jovens jogadores, segundo o clube.

Gestão reúne títulos estaduais

O Fluminense atribuiu a Angioni parte importante da estrutura que levou o clube a conquistar títulos estaduais nos últimos anos. Entre eles estão a Taça Rio de 2020 e as Taças Guanabara de 2022, 2023 e 2026.

O dirigente também esteve à frente do departamento de futebol nas conquistas do Campeonato Carioca de 2022 e 2023. Essas competições fizeram parte do ciclo mais recente de resultados do clube.

A atuação de Angioni ocorreu nos bastidores, com foco na composição e na reconstrução dos elencos. Por isso, sua contribuição esteve ligada à organização do futebol, além da presença pública em decisões esportivas.

Clube conquista títulos internacionais

Durante a quarta passagem de Angioni pelo Fluminense, o clube conquistou a Copa Libertadores e a Recopa. A nota oficial relacionou o trabalho do departamento de futebol a esse período de protagonismo esportivo.

As conquistas internacionais ampliaram a projeção do Fluminense no cenário mundial recente. Ao mesmo tempo, reforçaram a importância da estrutura construída no departamento de futebol.

O comunicado do clube também associou a contribuição de Angioni à formação de jovens. Segundo o Fluminense, as lições deixadas pelo dirigente permanecerão como referência para pessoas ligadas à instituição.

Fluminense presta homenagem ao dirigente

Ao comunicar a morte, o Fluminense apresentou Angioni como tricolor e diretor executivo de futebol. O clube também enviou condolências à família e aos amigos do dirigente.

A homenagem destacou, além das conquistas esportivas, a coleção de amizades construída por Angioni ao longo da carreira. Essa dimensão pessoal apareceu como um dos principais pontos da mensagem oficial.

Com a morte aos 80 anos, o futebol brasileiro perde um profissional que dedicou mais de quatro décadas à gestão de clubes e à organização de departamentos de futebol.

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