Campanha de Flávio Bolsonaro defende abrir sigilos no STF

Grupo do senador cita apurações sobre o filme Dark Horse, fraudes no INSS, orçamento secreto e Fake News

Da
Redação
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A campanha de Flávio Bolsonaro defende a abertura de sigilos em investigações que tramitam no STF.
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A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) passou a defender a abertura dos sigilos de investigações em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os casos citados pelo grupo estão a apuração relacionada ao filme Dark Horse, que homenageia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o orçamento secreto e o inquérito das Fake News.

A posição foi apresentada pelo coordenador da campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN), em declaração à CNN Brasil. O movimento ocorre após determinações do presidente do STF, Edson Fachin, sobre a retirada de sigilos no caso Master, elogiadas por Marinho.

Campanha pede abertura de apurações

O QG de Flávio Bolsonaro defende que a retirada do sigilo alcance a integralidade das investigações relacionadas ao caso Dark Horse. A produção cinematográfica tem Jair Bolsonaro como homenageado.

Além desse processo, a campanha inclui em sua lista as investigações sobre fraudes no INSS. Também menciona casos vinculados ao chamado orçamento secreto.

O inquérito das Fake News, que corre no STF, completa a relação de procedimentos que o grupo afirma querer ver abertos. A defesa apresentada pela campanha abrange, portanto, apurações de naturezas distintas sob análise da Corte.

Marinho apoia decisão no caso Master

Rogério Marinho classificou como positivas as determinações de Edson Fachin para a retirada de sigilos no caso Master. A avaliação foi dada à CNN Brasil.

Segundo o coordenador, a medida adotada no caso Master serve de referência para a posição da campanha sobre outros inquéritos. A defesa da abertura, no entanto, foi apresentada especificamente pelo grupo político de Flávio Bolsonaro.

Fachin preside o STF. Já o caso Master aparece na manifestação de Marinho como o exemplo citado para sustentar a retirada de sigilos de outras investigações.

Grupo contesta acusação no caso Dark Horse

Flávio Bolsonaro é formalmente investigado no caso Dark Horse por crimes como lavagem de dinheiro, segundo o relato apresentado pela campanha. O grupo minimiza o impacto dessa condição e sustenta que ela já era conhecida antes da queda do sigilo.

Marinho afirmou que a campanha faz distinção entre alegações e provas. Na versão apresentada por ele, o senador não atuou na operação, no recebimento ou na administração dos recursos destinados à cinebiografia.

O coordenador disse que a participação de Flávio se limitou a pedir patrocínio para o filme sobre seu pai. Essa é a defesa apresentada pela campanha em relação ao financiamento da produção.

Produtora apresenta documentos ao relator

A campanha informou que a produtora Go Up apresentou mais de 25 mil documentos ao ministro André Mendonça. O material incluiria recibos e notas fiscais referentes à movimentação financeira do filme.

Mendonça é relator de parte das investigações do caso Dark Horse. A referência aos documentos integra a argumentação do grupo de Flávio Bolsonaro sobre a apuração.

Segundo a campanha, os arquivos entregues também tratam dos recursos envolvidos na cinebiografia. Dessa forma, o grupo associa a documentação à defesa de maior transparência sobre o caso no STF.

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