A greve dos Correios começou às 22h de quinta-feira (10) e foi deflagrada por tempo indeterminado em todo o país. Segundo a Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect), a paralisação ocorreu depois que as negociações da campanha salarial terminaram sem acordo.
A decisão foi tomada em assembleias da categoria após sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). No Acre, os trabalhadores ainda deveriam decidir sobre a adesão ao movimento nesta sexta-feira (11).
Trabalhadores iniciam a paralisação nacional
A mobilização reúne empregados dos Correios em diferentes partes do país e não tem prazo definido para terminar. A Findect informou que acompanha o movimento e aguarda uma resposta da direção da empresa e do governo federal.
De acordo com a federação, os trabalhadores tentaram construir uma solução negociada durante a campanha salarial. No entanto, as tratativas não chegaram a um entendimento entre as partes.
A paralisação foi decidida depois de reuniões e de tentativas de mediação no TST. Ainda assim, o processo terminou sem acordo, levando as assembleias a deliberar pela greve.
Plano de saúde concentra o impasse
O plano de saúde dos trabalhadores, aposentados e familiares aparece entre os principais pontos de conflito. Para a categoria, a discussão envolve o custeio e a manutenção da assistência médica.
A Findect afirma que a direção dos Correios pretende alterar sua condição de mantenedora do plano. Na avaliação da entidade, a proposta gera preocupação pelos possíveis efeitos sobre a cobertura e o financiamento do benefício.
Por isso, a federação colocou a preservação do plano de saúde entre as exigências centrais para a retomada das negociações. O tema se soma às reivindicações relacionadas à campanha salarial deste ano.
Categoria cobra nova proposta
A Findect disse que espera uma resposta dos Correios e do governo federal que contemple as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores. A entidade também afirmou que continuará acompanhando a evolução da greve.
Entre as demandas divulgadas pela federação estão a preservação de direitos e a proteção do plano de saúde. A categoria também cobra uma proposta que considere o trabalho realizado diariamente nos Correios.
Enquanto não houver novo entendimento, a paralisação segue por tempo indeterminado, conforme a decisão das assembleias. No Acre, a definição sobre a adesão acrescentaria um novo desdobramento ao movimento regional.
Correios ainda não apresentam resposta
A direção dos Correios foi procurada para comentar a greve e os pontos de divergência nas negociações. Até a publicação das informações, a empresa ainda não havia apresentado resposta.
Com isso, a posição divulgada publicamente permanece a da Findect, responsável por informar a deflagração do movimento e as reivindicações da categoria. A federação atribui o início da paralisação ao encerramento das negociações sem acordo.
O andamento da greve dependerá das próximas tratativas entre trabalhadores, empresa e governo federal. A categoria aguarda uma proposta capaz de responder aos temas discutidos durante a campanha salarial.


