Alimentos caem 0,61% em agosto, mas leite e carnes mantêm pressão no IPCA

Batata, cebola, cenoura e tomate registraram fortes recuos no mês; apesar disso, vários produtos ainda acumulam altas expressivas em 2026

Da
Redação
A Redação do Jornal Maior reúne a produção jornalística do portal, com cobertura dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo.
4 min leitura
Queda de legumes e alta de carnes e leite produziram efeitos diferentes sobre a alimentação no domicílio em agosto.Divulgação
Ouvir notícia
00:00 / 00:00

Os alimentos ficaram mais baratos em agosto, mas o alívio no supermercado ocorreu de forma desigual. A alimentação no domicílio recuou 0,61% no mês, segundo o IPCA divulgado pelo IBGE em 11 de setembro de 2026.

A queda foi puxada principalmente por tubérculos, raízes e legumes. No entanto, carnes e produtos lácteos continuaram em alta, enquanto alguns itens ainda acumulam aumentos relevantes no ano.

Legumes reduzem os preços em agosto

O grupo de tubérculos, raízes e legumes caiu 12,37% em agosto. A batata-inglesa teve recuo de 19,89%, seguida por cebola, cenoura e tomate.

A cebola ficou 11,07% mais barata no mês. A cenoura recuou 11,22%, enquanto o tomate apresentou queda de 10,94%.

Esses produtos respondem rapidamente às mudanças na oferta. A entrada de novas safras e a melhora das condições de produção podem provocar reduções acentuadas no varejo após períodos de menor disponibilidade.

Altas acumuladas ainda pesam na cesta

Apesar do recuo mensal, os preços de alguns alimentos permanecem acima do nível registrado no início de 2026. A cenoura ainda acumula alta de 54,36% no ano.

A cebola subiu 46,93% no mesmo período, enquanto o tomate avançou 15,20%. Já a batata-inglesa registra aumento acumulado de 17,31%.

O contraste entre a variação de agosto e o acumulado do ano mostra que uma queda pontual não elimina necessariamente as altas anteriores. Por isso, o consumidor pode perceber algum alívio no mês, mas ainda pagar mais do que pagava no começo do ano.

Frutas e feijões seguem trajetórias diferentes

Entre as frutas, o morango ficou 9,94% mais barato em agosto. A maçã teve queda mais discreta, de 0,29%, enquanto o limão subiu 53,40% no mês.

O limão também acumula avanço de 53,62% em 2026. O morango, por sua vez, ainda registra alta de 55,31% no ano, mesmo após o recuo de agosto.

Nos feijões, o feijão-carioca caiu 4,82% no mês, mas acumula alta de 42,30% desde janeiro. O feijão-preto recuou 0,63% em agosto e subiu 25,85% no ano.

Carnes mantêm pressão sobre a alimentação

O grupo de carnes subiu 0,61% em agosto e acumula alta de 6,22% no ano. Entre os cortes pesquisados pelo IBGE, o peito aumentou 2% no mês.

A alcatra ficou 1,55% mais cara, enquanto o filé-mignon avançou 1,59%. O contrafilé registrou alta de 1,42%.

O movimento, porém, não foi uniforme entre as proteínas. A carne suína caiu 1,30% em agosto e acumula queda de 7,31% no ano.

Leite longa vida acelera no acumulado

Leites e derivados subiram 1,06% em agosto. Dentro desse grupo, o leite longa vida teve alta de 1,78% no mês.

No acumulado de 2026, o leite longa vida registra avanço de 27,33%. O resultado coloca o produto entre os pontos de maior pressão na inflação de alimentos do ano.

O comportamento dos lácteos é influenciado pela produção, pela oferta interna, pelos custos da atividade leiteira e pela relação entre a oferta doméstica e as importações.

Café e açúcar aliviam a cesta

Nas aves e nos ovos, houve queda de 1,55% em agosto. Apenas os ovos ficaram 4,15% mais baratos no mês.

O café moído também contribuiu para reduzir a pressão sobre a alimentação. O produto caiu 1,86% em agosto e acumula baixa de 15,26% no ano.

O açúcar cristal recuou 1,35% no mês e registra queda de 10,14% desde janeiro. O óleo de soja teve alta moderada de 0,48% em agosto, mas acumula baixa de 10,23% em 2026.

WhatsAppFacebook
Share This Article
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *