A SPIC Brasil contratou um consórcio formado pelas empresas chinesas Dongfang Electric Corporation e China Gezhouba Group Corporation (CGGC) para ampliar a hidrelétrica de São Simão, localizada na divisa entre Minas Gerais e Goiás. O acordo envolve a instalação da sétima unidade geradora da usina, chamada UG7.
O projeto prevê investimento total de R$ 1,4 bilhão e acrescentará 310 megawatts (MW) de potência ao empreendimento. A nova unidade está vinculada ao Leilão de Reserva de Capacidade de 2026 e tem início da operação comercial previsto para 2030.
Consórcio chinês executará partes da expansão
A Dongfang Electric ficará responsável pela engenharia, pela supervisão técnica e pelo fornecimento do gerador e da turbina Francis. A CGGC, por sua vez, executará a montagem da nova unidade geradora no canteiro de obras.
O valor específico do contrato com o consórcio não foi divulgado. Ainda assim, o acordo é considerado o principal contrato do projeto de expansão da hidrelétrica de São Simão.
Com a UG7, a usina ampliará sua capacidade instalada em 310 MW. A entrada em operação está planejada para 2030, conforme o cronograma associado ao leilão de capacidade.
SPIC prevê investimento de R$ 1,4 bilhão
A expansão integra um investimento total previsto de R$ 1,4 bilhão. A iniciativa foi vinculada ao Leilão de Reserva de Capacidade de 2026, no qual a SPIC Brasil esteve entre as empresas vencedoras em março.
O leilão relaciona a ampliação da usina a uma estratégia de aumento da capacidade de geração. Dessa forma, a instalação da nova unidade deve reforçar a participação do empreendimento na oferta de energia.
A usina de São Simão fica na divisa entre Minas Gerais e Goiás. O projeto aproveita a estrutura de um ativo já existente para acrescentar uma nova unidade geradora, sem a construção de uma hidrelétrica inteiramente nova.
Empresas brasileiras assumem outros pacotes
Além do consórcio chinês, a SPIC Brasil definiu fornecedores para diferentes etapas da expansão. A brasileira SEEL Engenharia venceu o pacote de obras civis do projeto.
A Tractebel Engineering será responsável pela engenharia do proprietário. Esse trabalho integra a coordenação técnica da expansão e acompanha as soluções adotadas para a implantação da nova unidade.
O Egis Group ficará encarregado do pacote ambiental. Assim, o projeto reúne empresas chinesas e brasileiras em contratos distintos, distribuídos entre engenharia, equipamentos, montagem, obras civis e gestão ambiental.
Expansão busca ampliar geração renovável
Em nota, a CEO da SPIC Brasil, Adriana Waltrick, afirmou que a assinatura do contrato representa o compromisso da empresa com a expansão da geração de energia no país.
Segundo a executiva, a ampliação de ativos existentes, como a hidrelétrica de São Simão, permite aumentar a capacidade de energia renovável e segura. A declaração foi apresentada pela empresa ao anunciar o contrato.
O próximo marco previsto no cronograma é a implantação da UG7. Se o planejamento for mantido, a unidade começará a operar comercialmente em 2030, acrescentando 310 MW à capacidade da usina.


