A Opep reduziu em 10 de setembro sua previsão para o crescimento da demanda global de petróleo em 2026 para 380 mil barris por dia. Segundo uma cópia do relatório mensal do grupo, esta foi a quinta revisão consecutiva para baixo.
Apesar do corte, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo ainda prevê aumento do consumo mundial no ano. A avaliação diverge da Agência Internacional de Energia (IEA), que espera diminuição da demanda em 2026.
Opep reduz previsão para 2026
A nova estimativa da Opep aponta avanço de 380 mil barris por dia na demanda mundial de petróleo em 2026.
O dado consta de uma cópia do relatório mensal da organização. Portanto, a previsão mantém uma expectativa de crescimento do consumo global, embora em ritmo menor.
A projeção trata da demanda mundial de petróleo e integra a atualização periódica das avaliações do grupo de produtores sobre o mercado.
Quinta revisão mantém sequência de cortes
A mudança marca a quinta revisão consecutiva para baixo na previsão da Opep para 2026.
Com a nova atualização, o grupo reduziu novamente sua expectativa para o avanço da demanda global no próximo ano.
A sequência de cortes ocorre enquanto a Opep segue projetando expansão do consumo, em contraste com a avaliação da IEA para o mesmo período.
Guerra no Irã influencia avaliações
A Opep considera que o impacto sobre o consumo de petróleo desde o início da guerra no Irã é menor do que o estimado por outras entidades.
Entre essas instituições está a IEA, sigla em inglês da Agência Internacional de Energia. A agência prevê redução da demanda mundial de petróleo em 2026.
Assim, as duas organizações apontam direções distintas para o consumo global no ano: a Opep prevê crescimento, enquanto a IEA espera queda.
Grupo eleva projeção para 2027
A Opep também elevou sua previsão para o crescimento da demanda por petróleo em 2027, de acordo com o relatório publicado em seu site.
A atualização para 2027 foi divulgada ao mesmo tempo que a redução da estimativa para 2026.
Dessa forma, o relatório reúne revisões em sentidos diferentes para os dois anos analisados pelo grupo de produtores.


