FGTS eleva subsídio do Minha Casa, Minha Vida para R$ 13 bilhões em 2026

Conselho Curador aprovou aumento de R$ 500 milhões para descontos destinados às faixas 1 e 2 do programa habitacional

Da
Redação
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Subsídios do FGTS ajudam famílias das faixas 1 e 2 a reduzir o valor pago por imóveis do Minha Casa, Minha Vida.
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O Conselho Curador do FGTS aprovou nesta quinta-feira (10) o aumento de R$ 500 milhões nos subsídios do Minha Casa, Minha Vida para 2026. Com a decisão, o orçamento destinado aos descontos do programa passou de R$ 12,5 bilhões para R$ 13 bilhões.

A alteração vale apenas para este ano. O plano plurianual do FGTS para o período de 2027 a 2029 será discutido na próxima reunião do conselho, prevista para o fim de outubro.

Conselho amplia recursos do programa

O reforço aprovado pelo conselho eleva em 4% o valor reservado aos subsídios habitacionais em 2026. O dinheiro será usado para conceder descontos na compra de imóveis pelo Minha Casa, Minha Vida.

Os recursos atendem beneficiários das faixas 1 e 2 do programa, que contemplam famílias com renda mensal de até R$ 5 mil.

O subsídio reduz o valor que o beneficiário precisa desembolsar para adquirir o imóvel. Além disso, o recurso não precisa ser devolvido ao FGTS.

Subsídio cria desconto no imóvel

Na prática, o dinheiro do fundo ajuda a diminuir o custo da aquisição para as famílias incluídas nas faixas atendidas pelo programa habitacional.

É importante você manter uma folga mínima para que não falte recurso”

Johnny Ferreira dos Santos, coordenador-geral de Gestão do FGTS do Ministério das Cidades

O aumento aprovado ocorre mesmo com uma projeção de execução de R$ 12,6 bilhões em subsídios durante o ano. Dessa forma, o orçamento de R$ 13 bilhões mantém uma margem de segurança.

Segundo Johnny Ferreira dos Santos, coordenador-geral de Gestão do FGTS do Ministério das Cidades, essa margem permite lidar com a movimentação dos recursos nas unidades dos agentes financeiros.

Margem evita falta de recursos

De acordo com o coordenador-geral, a folga orçamentária é necessária na etapa final do exercício, quando os recursos ficam distribuídos entre os agentes financeiros.

Essa reserva também dá flexibilidade para eventuais remanejamentos durante a execução dos subsídios. O objetivo operacional é evitar que faltem recursos para os descontos previstos.

Assim, a decisão não altera apenas o valor autorizado. Ela também amplia a margem disponível para administrar a execução financeira do programa até o fim de 2026.

Outras áreas mantêm orçamento

Os demais orçamentos do FGTS permaneceram inalterados na decisão do Conselho Curador. A habitação manteve R$ 144,5 bilhões.

O fundo também preservou os valores previstos para saneamento, infraestrutura e saúde. Cada uma dessas áreas tem orçamento de R$ 8 bilhões, enquanto a saúde conta com R$ 8,5 bilhões.

O próximo debate de maior alcance ocorrerá na reunião prevista para o fim de outubro, quando o conselho deverá discutir o plano plurianual de 2027 a 2029.

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