A Seleção Brasileira voltou a convocar dez jogadores que atuam no futebol nacional. A lista anunciada por Carlo Ancelotti para os próximos amistosos reúne atletas de sete clubes e iguala a maior presença de representantes do país em uma convocação convencional desde 2013.
O grupo terá Hugo Souza, Pedro Morisco, Otávio, Arthur Dias, Matheuzinho, Breno Bidon, Danilo Santos, Gabriel Bontempo, Pedro e Samuel Lino. Além disso, a relação inclui oito jogadores que ainda não haviam sido chamados para a equipe principal, segundo o material divulgado.
Ancelotti amplia espaço para clubes brasileiros
O Corinthians é o clube com mais representantes entre os dez convocados. Hugo Souza, Matheuzinho e Breno Bidon integram a lista anunciada pelo treinador italiano.
O Flamengo aparece logo depois, com Pedro e Samuel Lino. Cruzeiro, Coritiba, Athletico-PR, Botafogo e Santos completam a relação de clubes brasileiros com atletas chamados.
Com isso, o Campeonato Brasileiro se torna a competição com mais representantes na lista atual da Seleção. A mudança interrompe um longo período de predominância de jogadores que atuavam em clubes europeus.
Convocação repete marca alcançada em 2013
A última convocação convencional da Seleção com pelo menos dez jogadores de clubes brasileiros havia sido anunciada por Luiz Felipe Scolari em 14 de maio de 2013.
Naquele ano, Felipão chamou 11 atletas que atuavam no país para a Copa das Confederações e para amistosos de preparação contra Inglaterra e França. A lista incluía Diego Cavalieri, Jefferson, Réver, Jean, Fernando, Paulinho, Jadson, Bernard, Neymar, Fred e Leandro Damião.
Neymar ainda defendia o Santos quando foi convocado. Poucos dias depois, o atacante acertou a transferência para o Barcelona, em um movimento que marcou a saída de um dos principais nomes daquela geração do futebol brasileiro.
Lista combina renovação e experiência
A convocação de Ancelotti também acompanha a proposta de renovação apresentada pelo treinador. Oito jogadores chamados ainda não haviam integrado a equipe principal da Seleção.
Esse grupo inclui Otávio, Pedro Morisco, Arthur Dias, Matheuzinho, Mauro Júnior, Breno Bidon, Gabriel Bontempo e Jair. A relação dos estreantes é mais ampla que o grupo de dez atletas de clubes brasileiros, porque a lista completa reúne jogadores de outras origens.
Ao mesmo tempo, Ancelotti manteve atletas experientes no planejamento. Nove jogadores convocados estavam no grupo da Copa do Mundo de 2026, segundo o material que acompanha a convocação.
Jogo de 2017 fica fora da comparação
A comparação histórica considera apenas convocações convencionais da Seleção, sem restrição sobre a origem dos jogadores. Por isso, o chamado de janeiro de 2017 não entra na contagem.
Naquele mês, Tite convocou exclusivamente atletas que atuavam no futebol brasileiro para o Jogo da Amizade contra a Colômbia. A partida homenageou as vítimas do acidente envolvendo a Chapecoense.
O confronto ocorreu fora de uma Data Fifa. Dessa forma, a presença exclusiva de jogadores do país resultou do formato excepcional daquele compromisso, e não de uma convocação convencional da equipe.
Seleção prepara três amistosos internacionais
Os dez jogadores de clubes brasileiros fazem parte de uma lista oficial de 26 atletas para os próximos compromissos internacionais. A programação começa contra a Austrália, em setembro.
Brasil e Austrália se enfrentam nos dias 25 e 29 de setembro. As partidas serão disputadas em Townsville e Brisbane, respectivamente.
Depois desses confrontos, a Seleção terá o primeiro jogo de sua história contra a Índia. O duelo está marcado para 3 de outubro, em Calcutá.
Novo ciclo aproxima Seleção do futebol nacional
A presença de dez atletas do futebol brasileiro dá ao Campeonato Brasileiro um peso incomum na formação atual da Seleção. Desde 2013, as convocações convencionais passaram a concentrar a maior parte dos jogadores em clubes europeus.
A lista também reúne dois movimentos distintos: a observação de nomes em início de trajetória internacional e a continuidade de jogadores ligados ao grupo da Copa do Mundo de 2026. Assim, Ancelotti combina testes e manutenção de referências.
Os amistosos na Austrália e na Índia serão os primeiros compromissos da nova lista. Além de ampliarem a avaliação do elenco, os jogos permitirão ao treinador observar os estreantes em partidas internacionais pela equipe principal.


