Presidenciáveis adotam estratégias distintas em atos de 7 de Setembro

Candidatos mobilizaram apoiadores em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Goiânia, com críticas ao STF, ataques a adversários e discursos contra a polarização

Da
Redação
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Candidatos à Presidência participaram de atos e cerimônias em diferentes capitais durante o feriado de 7 de Setembro.
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Os presidenciáveis adotaram estratégias diferentes durante os atos políticos realizados no feriado de 7 de Setembro. São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Goiânia concentraram as principais movimentações, com discursos sobre o Supremo Tribunal Federal (STF), críticas a adversários e tentativas de se diferenciar da polarização.

Em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do desfile da Independência ao lado de autoridades dos Três Poderes. Enquanto isso, candidatos como Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Renan Santos, Augusto Cury e Ronaldo Caiado levaram mensagens distintas a atos e cerimônias em outras cidades.

O desfile reuniu autoridades em Brasília

O desfile tradicional de 7 de Setembro ocorreu na Esplanada dos Ministérios e reuniu representantes dos Três Poderes. Entre os presentes estavam Lula, o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, e o presidente do STF, Edson Fachin.

Também participaram dezenas de ministros de Estado. Durante a cerimônia, Fachin conversou com Jorge Messias e com Alcolumbre. Lula e o presidente do Congresso trocaram risos ao longo do evento, segundo o material analisado.

Além da participação das Forças Armadas, com tropas a pé, veículos blindados e apresentação aérea da Esquadrilha da Fumaça, o desfile teve três eixos temáticos: soberania nacional, combate à violência contra a mulher e a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil.

A cerimônia foi descrita como institucional, embora os temas apresentados também tenham sido associados à campanha de Lula à reeleição.

Flávio Bolsonaro concentrou críticas em Moraes

Na Avenida Paulista, Flávio Bolsonaro participou do ato ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Os dois se reuniram pela manhã e dividiram o carro de som durante a manifestação.

O Brasil nunca irá dar certo enquanto formos reféns desses intocáveis”

Romeu Zema

A estratégia do candidato do PL foi separar o STF da atuação individual do ministro Alexandre de Moraes. Flávio defendeu a instituição, mas pediu o impeachment ou a renúncia do magistrado.

O ato também teve a participação de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL; Daniella Marques, coordenadora de economia da campanha de Flávio; e Sergio Moro, senador e candidato do PL ao governo do Paraná.

Zema reforçou discurso contra os “intocáveis”

Romeu Zema também esteve na Avenida Paulista, onde caminhou com apoiadores durante a manhã. A campanha do candidato do Novo usou cartazes com a imagem de um boneco que representava Alexandre de Moraes atrás das grades.

As peças exibiam a frase “chega de intocáveis”. O material apresentado relacionou a ação à defesa, feita por Zema, do impeachment de ministros do STF, uma bandeira mantida pelo candidato desde o início de sua campanha.

Em declaração à imprensa, Zema afirmou que o país não avançaria enquanto estivesse submetido aos chamados “intocáveis”. Ele também classificou a corrupção como um problema grave para o Brasil.

Renan Santos evitou dividir o mesmo ato

Renan Santos, do partido Missão, escolheu o obelisco do Parque Ibirapuera para realizar seu ato. A decisão, segundo o material, buscou evitar o encontro com manifestantes e correligionários de Flávio Bolsonaro.

Em seu discurso, Renan chamou Alexandre de Moraes de “imperador”. Também afirmou que, se eleito, não cumpriria decisões de Moraes e Dias Toffoli que considerasse ilegais.

O candidato lançou o “Manifesto pelo Futuro da Nação” e convidou outros presidenciáveis a assiná-lo. Além disso, pediu a abertura do que chamou de “caixa preta” do Banco Master.

A direita hegemônica e a esquerda governista são dominadas pelos mesmos sócios do crime”

Renan Santos

Renan também criticou os principais campos políticos e fez uma referência irônica a Augusto Cury. A fala incluiu menção ao medicamento Rivotril para atacar o que classificou como discurso de conformismo.

Cury transferiu o ato para o Rio

Augusto Cury inicialmente planejava realizar seu ato em São Paulo, mas transferiu a atividade para o Rio de Janeiro depois que Flávio Bolsonaro confirmou presença na capital paulista. A mudança, de acordo com a análise citada, evitou a sobreposição de palanques.

O candidato também mudou o tom de seu discurso ao longo da campanha, segundo a avaliação do analista político Pedro Venceslau. A postura inicialmente contrária à polarização passou a incluir propostas como reduzir de 11 para nove o número de ministros do STF.

Cury ainda passou a defender o impeachment de ministros da Corte e a revisão das prisões relacionadas aos eventos de 8 de janeiro. No Rio, contudo, afirmou que o STF deveria manter sua independência e pediu transparência, sem apontar individualmente um ministro.

Caiado atacou Lula durante desfile em Goiás

Ronaldo Caiado participou do desfile de 7 de Setembro em Goiânia, capital de Goiás. O candidato do PSD usou o discurso para criticar diretamente Lula e associar o governo federal a problemas de segurança e corrupção.

Caiado afirmou que o presidente teria devolvido o Brasil ao crime e à corrupção. Ele também questionou a legitimidade de Lula para falar sobre soberania e cidadania, ao mencionar o que classificou como desmoralização das instituições.

O candidato contrastou a situação nacional com o ambiente político de Goiás. Ao defender a autonomia no estado, reforçou a tentativa de apresentar sua candidatura como alternativa ao governo federal e aos demais grupos políticos.

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