Um laudo pericial do Instituto Médico-Legal (IML) apontou que Mariana dos Santos Candido, de 41 anos, morreu após complicações relacionadas a uma perfuração intestinal durante uma colonoscopia. O exame ocorreu em julho no Hospital Municipal Professor Doutor Alípio Corrêa Netto, em Ermelino Matarazzo, na zona leste de São Paulo.
O caso foi registrado como morte suspeita no 62º Distrito Policial, em Ermelino Matarazzo. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a investigação continua para esclarecer as circunstâncias da morte e a sequência dos procedimentos realizados.
Laudo relaciona perfuração a complicações
De acordo com o laudo citado na reportagem, a perfuração no intestino levou a complicações no quadro de saúde de Mariana. Após o exame, ela passou por uma laparotomia exploradora, procedimento cirúrgico que abre o abdômen para permitir a avaliação dos órgãos internos.
O material informa que houve lesões no cólon e infecções sistêmicas que atingiram pulmões e rins. Esses achados constam na descrição do exame pericial mencionada pela reportagem.
A informação disponível não atribui responsabilidade criminal ou profissional a qualquer pessoa. A apuração policial, portanto, deverá definir as circunstâncias do atendimento e eventual relação entre os procedimentos e a morte.
Exame terminou em cirurgia urgente
A colonoscopia foi realizada em 28 de julho. Mariana estava acompanhada pela tia, Mara Pongelupi, e pela filha mais nova da familiar, de 9 anos, enquanto aguardava o atendimento no hospital.
Segundo o relato da tia, as acompanhantes perceberam que o exame demorava mais do que esperavam. Depois, Mariana foi retirada do local e levada para uma cirurgia.
A mãe da paciente recebeu a informação de que o intestino havia sido perfurado e que uma intervenção urgente seria necessária. Ainda segundo Mara Pongelupi, a equipe médica informou, após cerca de seis horas de operação, que Mariana estava em estado grave.
Família relata histórico de câncer
Essa foi a primeira colonoscopia de Mariana, conforme o relato familiar. O exame era realizado por parentes a partir dos 40 anos devido a um histórico de câncer de reto na família.
A tia disse que Mariana havia demonstrado medo na véspera do procedimento. A informação integra o relato de familiares sobre os dias que antecederam o atendimento.
Mara Pongelupi também afirmou que recebeu da equipe médica a informação de que 50% do intestino de Mariana havia sido prejudicado. Esse dado foi relatado pela familiar e não aparece, no material disponível, como conclusão independente do laudo do IML.
Paciente morreu após internação em UTI
Depois da cirurgia, Mariana deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) entubada, em coma induzido e sob ventilação mecânica, segundo a reportagem.
Ela morreu em 29 de julho, por volta das 13h. A morte ocorreu após o agravamento do quadro que se seguiu à colonoscopia e à cirurgia abdominal, conforme as informações reunidas no caso.
A SSP informou que as investigações prosseguem. A Secretaria Municipal da Saúde foi procurada sobre o resultado do laudo, mas ainda não havia se manifestado até a publicação das informações que deram origem à apuração.


