As buscas por Antônio Carlos Gomes Teixeira, de 4 anos, continuam em Ituporanga, no Alto Vale do Itajaí, em Santa Catarina. A criança, que tem transtorno do espectro autista (TEA), desapareceu no domingo (6) e foi vista pela última vez por câmeras de segurança da residência da família, por volta das 12h35.
A casa fica a aproximadamente 20 metros do Rio Itajaí do Sul. Por isso, o Corpo de Bombeiros concentrou parte da operação nas margens e no leito do rio, com apoio da Defesa Civil estadual. Até o momento informado, Antônio não havia sido localizado.
Bombeiros concentram buscas no rio
Na segunda-feira (7), a Secretaria de Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina autorizou o fechamento das comportas da Barragem Sul, em Ituporanga. A medida permitiu o uso de embarcações durante a operação, diante da forte correnteza registrada no local.
As equipes percorreram 15 quilômetros de embarcação pelas margens do Rio Itajaí do Sul. O trajeto começou nas proximidades da residência da criança e avançou até Aurora, município vizinho.
A previsão informada era de que os trabalhos permanecessem concentrados nas margens durante todo o dia. As comportas deveriam ser reabertas às 18h, conforme o planejamento divulgado para a operação.
Operação reúne embarcações e drone
O Corpo de Bombeiros empregou três embarcações simultaneamente: duas movidas a remo e uma a motor. A estrutura também contou com uma aeronave remotamente pilotada, usada para auxiliar a observação da área.
Cinco bombeiros militares foram destinados exclusivamente à busca aquática. Outros três realizaram buscas em linha nas margens do rio, enquanto militares de apoio atuaram em terra.
A operação foi organizada para cobrir diferentes pontos do entorno da residência e do curso d’água. Além disso, as equipes mantiveram a procura terrestre em áreas próximas às margens.
Família acionou as autoridades
Depois de perceber o desaparecimento, a família entrou em contato com o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar. As forças de segurança iniciaram as buscas na região de Ituporanga.
Antes da mobilização ampliada no rio, as autoridades utilizaram dois drones para examinar o local. Um dos equipamentos tinha câmera com imagem infravermelha, recurso empregado na tentativa de identificar vestígios da criança.
Apesar dessas ações, Antônio não havia sido encontrado até a atualização que deu origem a esta reportagem. O caso permanecia em andamento, sem confirmação sobre o paradeiro do menino.
Correnteza influencia estratégia
A proximidade da residência com o Rio Itajaí do Sul levou os bombeiros a incluir o curso d’água como uma das principais áreas de procura. A forte correnteza, no entanto, exigiu ajustes na operação.
O fechamento temporário das comportas da Barragem Sul foi autorizado justamente para viabilizar o trabalho das embarcações. Dessa forma, as equipes puderam avançar pela área aquática com o apoio da estrutura mobilizada.
Ao mesmo tempo, bombeiros permaneceram nas margens e militares de apoio continuaram a atuar em solo. A estratégia combinou buscas aquáticas, terrestres e monitoramento por drone.
Buscas seguem sem localização
Até o momento descrito pelas informações disponíveis, o Corpo de Bombeiros ainda não havia localizado Antônio Carlos Gomes Teixeira. As buscas continuavam em Ituporanga e no trecho do rio até Aurora.
A operação tinha como referência o último registro feito pelas câmeras da residência, às 12h35 do domingo. A distância aproximada de 20 metros entre a casa e o Rio Itajaí do Sul orientou a prioridade dada à área.
O material consultado informou ainda que a Polícia Civil e a Polícia Militar foram procuradas para fornecer mais detalhes sobre o desaparecimento, mas não registrou retorno até a publicação da atualização.
Autoridades mantêm mobilização
O Corpo de Bombeiros seguia responsável pela coordenação das buscas descritas na atualização. A equipe reunia embarcações, drone, bombeiros especializados na procura aquática e agentes em terra.
A Defesa Civil estadual participou da decisão operacional relacionada às comportas da Barragem Sul. A medida tinha prazo previsto até as 18h, quando a estrutura deveria ser reaberta.
Como o caso envolvia uma criança desaparecida e permanecia em andamento, novas informações das autoridades poderiam alterar o quadro da operação. Até o momento coberto pelo material, porém, não havia confirmação de localização.


