Apresentadora é condenada à morte no Egito por tráfico de drogas

Sarah Khalifa e outras 11 pessoas receberam pena capital; defesa informou que recorrerá da decisão.

Da
Redação
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Sarah Khalifa está entre os 12 réus condenados à morte em processo sobre tráfico de drogas no Egito.Instagram / @sara_khaliifa
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A apresentadora de televisão egípcia Sarah Khalifa e outras 11 pessoas foram condenadas à morte em um processo por tráfico de drogas no Egito. Segundo o jornal estatal Al-Ahram, o Tribunal Criminal do Cairo concluiu que o grupo formou uma quadrilha voltada à importação de materiais para a fabricação e a comercialização de drogas sintéticas.

O caso também resultou em penas de prisão perpétua para nove réus, enquanto sete pessoas foram absolvidas das acusações apresentadas pelo Ministério Público. Khalifa e os demais condenados à morte podem contestar a decisão no Tribunal de Cassação, a instância superior para casos criminais no país.

Tribunal condena 12 à morte

A sentença alcançou Sarah Khalifa e mais 11 acusados. A decisão foi divulgada pelo Al-Ahram, veículo estatal egípcio, que atribuiu o julgamento ao Tribunal Criminal do Cairo.

De acordo com a publicação, os réus foram considerados culpados de integrar uma organização criminosa. A acusação tratava da entrada no país de insumos empregados na produção de entorpecentes sintéticos destinados ao tráfico.

O material disponível não informa a data em que o tribunal proferiu a sentença nem detalha a identidade dos outros condenados à pena de morte. Também não há indicação, no relato, sobre quando uma eventual análise dos recursos poderá ocorrer.

Acusação divide funções no grupo

Segundo os promotores, a estrutura atribuída ao grupo separava as tarefas entre seus integrantes. Parte dos investigados cuidaria da importação das matérias-primas, enquanto outros seriam responsáveis pela fabricação e pela distribuição das drogas.

Essa divisão de funções integra a acusação que levou à condenação por formação de quadrilha ligada ao tráfico. No entanto, o material não especifica quais atos foram imputados individualmente a Sarah Khalifa ou aos demais réus.

Os investigadores afirmaram ter apreendido mais de 750 quilos de drogas e de matérias-primas para produção. A informação descreve o volume associado à investigação, mas não detalha a composição do material recolhido nem o local das apreensões.

Processo aplica penas diferentes

Além das 12 penas de morte, o Tribunal Criminal do Cairo condenou nove réus à prisão perpétua. Outros sete acusados foram absolvidos de todas as imputações formuladas pelo Ministério Público.

As decisões distintas mostram que o processo envolveu ao menos 28 pessoas entre condenados e absolvidos. Ainda assim, o material não informa se todos respondiam pelos mesmos fatos ou se o tribunal diferenciou condutas e provas para cada acusado.

A absolvição dos sete réus não altera o direito de recurso dos condenados. Por outro lado, as informações fornecidas não apontam se o Ministério Público pretende questionar as absolvições.

Defesa anuncia recurso à Corte

Khalifa e os outros 11 condenados à morte têm direito de recorrer ao Tribunal de Cassação. A corte é apresentada como a maior instância criminal egípcia para esse tipo de processo.

À BBC, o advogado da apresentadora informou que apresentará recurso contra a sentença. O material não traz detalhes sobre os argumentos que a defesa pretende levar ao tribunal.

Sarah Khalifa havia sido presa no Cairo em abril do ano passado, em conexão com as investigações. Conhecida como personalidade da mídia no Egito, ela já trabalhou em diferentes canais de televisão do país.

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