A deputada federal Natalia Bonavides (PT-RN) acionou a Polícia Civil, a Polícia Legislativa e o Ministério Público Eleitoral após receber uma mensagem anônima com ameaças de estupro e esquartejamento. O remetente afirmou representar a Ku Klux Klan, organização descrita no material como defensora da supremacia branca.
Segundo o relato divulgado, o e-mail foi enviado por um endereço encriptado. A equipe da parlamentar pediu a investigação do caso, que ainda depende de apuração pelas autoridades. A Polícia Civil, a Polícia Legislativa e o MPE foram procurados para comentar o episódio.
Bonavides relata a ameaça recebida
A mensagem questionou se a carreira política da deputada seria suficiente para protegê-la. Em seguida, o remetente descreveu como cometeria atos de violência sexual e esquartejamento contra a parlamentar.
O conteúdo também terminou com uma nova ameaça dirigida a Bonavides. A identidade de quem enviou o e-mail não foi informada no material, e não há confirmação oficial sobre a autoria.
A equipe da deputada classificou o episódio como grave e encaminhou o caso a diferentes órgãos. A medida busca permitir a identificação do remetente e a análise do conteúdo enviado.
Autoridades começam a apurar o caso
A Polícia Civil e a Polícia Legislativa foram acionadas para investigar a ameaça. O Ministério Público Eleitoral também recebeu a comunicação, segundo o material que motivou a pauta.
Até a publicação das informações fornecidas, não havia posicionamento dessas instituições sobre a abertura, o estágio ou os resultados de eventuais diligências. Por isso, a autoria e a motivação permanecem sob investigação.
O uso de um endereço de e-mail encriptado pode dificultar a identificação do remetente, mas o material não informa quais medidas técnicas foram adotadas pelos investigadores. Também não há confirmação sobre a autenticidade de qualquer vínculo entre o autor da mensagem e a organização citada.
Deputada relaciona episódio à violência política
À reportagem, Natalia Bonavides afirmou que considera o caso uma manifestação de violência política e de gênero. A deputada também disse que enfrenta dificuldades ao lidar com processos judiciais relacionados a ameaças desse tipo.
A avaliação da parlamentar é uma caracterização política do episódio. A eventual configuração de crime e a responsabilização de envolvidos dependem da investigação conduzida pelas autoridades competentes.
As ameaças mencionam especificamente a condição de Bonavides como mulher e parlamentar. No entanto, o material disponível não apresenta conclusão oficial sobre a motivação do autor ou sobre a existência de uma ação coordenada.
Caso anterior envolveu investigação da PF
O episódio não seria o primeiro envolvendo ameaças contra Natalia Bonavides. Em 2024, a Polícia Federal iniciou uma investigação sobre um áudio com ameaças de morte dirigidas à deputada.
O material fornecido não informa o resultado daquela apuração nem estabelece relação entre o áudio investigado em 2024 e o e-mail recebido agora. Dessa forma, os dois episódios devem ser tratados como ocorrências distintas até que as autoridades indiquem eventual conexão.
A repetição de ameaças relatada pela parlamentar levou sua equipe a recorrer novamente a órgãos de investigação. Ainda assim, não foram divulgados detalhes sobre medidas de proteção, suspeitos ou prisões.


