Enviados de Trump discutem paz e defesa aérea com Zelensky em Kiev

Jared Kushner e Steve Witkoff trataram de garantias econômicas e de segurança para a Ucrânia, segundo o presidente Volodymyr Zelensky.

Da
Redação
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Enviados de Donald Trump discutiram com Volodymyr Zelensky medidas de segurança e possíveis negociações para a guerra na Ucrânia.
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Os enviados de Donald Trump Jared Kushner e Steve Witkoff se reuniram no domingo (6) com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em Kiev. Segundo o líder ucraniano, o encontro discutiu garantias econômicas e de segurança, além do fornecimento de mísseis para defesa aérea.

Zelensky classificou a reunião como “muito produtiva” e disse esperar um encontro trilateral com Rússia e Estados Unidos. A visita ocorreu um dia depois de Kushner e Witkoff passarem por Moscou, onde tiveram uma reunião de três horas com o presidente russo, Vladimir Putin, no Kremlin.

Enviados chegam a Kiev após encontro em Moscou

A ida de Kushner e Witkoff a Kiev marcou a primeira visita dos dois para uma reunião com Zelensky, segundo o analista Lourival Sant’Anna. Antes, os enviados americanos haviam mantido contatos com Putin em Moscou.

Sant’Anna afirmou que Witkoff já esteve ao menos oito vezes com Putin na capital russa. Kushner, por sua vez, teria feito pelo menos três visitas a Moscou sem ter se reunido anteriormente com o presidente ucraniano.

Para o analista, a sequência de conversas abre sinais de progresso sob a ótica ucraniana. No entanto, o material não informa quais termos concretos teriam sido levados pelos representantes americanos a Kiev ou a Moscou.

É a primeira vez que Jared Kushner e Steve Witkoff visitam Kiev e se reúnem com Zelensky”

Lourival Sant’Anna, analista

Zelensky pede defesa e garantias para a Ucrânia

De acordo com o relato, Zelensky pediu sistemas antimísseis para reforçar a proteção antiaérea do país. Ele também solicitou ajuda econômica e garantias de segurança para um eventual acordo de paz.

A posição ucraniana é que Estados Unidos e países europeus ofereçam mecanismos para impedir uma nova invasão russa após uma possível trégua ou pacto. Essas garantias aparecem como um ponto central nas conversas relatadas pelo presidente ucraniano.

Além disso, conselheiros de segurança nacional da Alemanha, da França e do Reino Unido participaram da reunião em Kiev. Sant’Anna avaliou que a presença europeia colocou um ator relevante de apoio à Ucrânia dentro da negociação.

Rússia mantém exigências territoriais e sobre a Otan

Do lado russo, a exigência relatada é o reconhecimento das quatro províncias que Moscou tenta ocupar. A Ucrânia rejeita essa condição, o que mantém um dos principais impasses territoriais das negociações.

Ele não acha mais que a Ucrânia tem de ceder a tudo que a Rússia exigia”

Lourival Sant’Anna, analista

A Rússia também cobra garantias de que a Ucrânia não entrará na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Sant’Anna avaliou que esse segundo ponto pode ser objeto de negociação, diferentemente da reivindicação territorial russa.

O analista também apontou uma mudança na visão de Trump sobre o conflito. Segundo Sant’Anna, o presidente americano não considera mais que a Ucrânia deva aceitar todas as demandas apresentadas pela Rússia.

Estados Unidos sinalizam proposta e próximos passos

Na sexta-feira (4), Trump disse que os Estados Unidos tinham uma nova proposta concreta para encerrar a guerra, sem divulgar detalhes. Os enviados americanos adotariam, segundo a análise apresentada, uma abordagem baseada em incentivos econômicos e ameaças de sanções para as duas partes.

Após receber Kushner e Witkoff, Putin descreveu o encontro no Kremlin como “altamente útil”. A Casa Branca, por sua vez, informou que anunciará os próximos passos nas semanas seguintes.

A Ucrânia vê uma oportunidade para um acordo antes que os Estados Unidos direcionem mais atenção às eleições legislativas de novembro. Para Sant’Anna, um avanço também poderia beneficiar politicamente Trump, que havia prometido encerrar a guerra em 24 horas.

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