O tráfico internacional de bebê entre Brasil e Paraguai é investigado pela Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Repatriar. A apuração examina uma possível rede de venda de crianças para adoção ilegal, após um recém-nascido brasileiro ter sido levado ao país vizinho e entregue a terceiros, segundo as informações divulgadas.
A criança foi localizada e recuperada. Em seguida, diante do caráter transnacional do caso, a investigação passou à competência da Justiça Federal e ficou sob responsabilidade da PF.
Caso começa com recém-nascido
O inquérito federal teve origem em apurações iniciais conduzidas pela Polícia Civil do Paraná. O foco era a situação de um recém-nascido brasileiro.
Conforme a investigação, a criança foi levada ao Paraguai depois de uma negociação e entregue a terceiros. A suspeita é que a transferência tenha ocorrido no contexto de uma adoção ilegal.
As informações disponíveis não identificam os envolvidos nem detalham quando a criança atravessou a fronteira. Também não há, no material divulgado, indicação sobre outras crianças que possam ter sido vítimas do grupo sob apuração.
PF assume apuração transnacional
A localização e a recuperação do bebê antecederam a transferência do caso para a esfera federal. A mudança decorreu da dimensão internacional da suspeita, já que o recém-nascido teria sido levado do Brasil ao Paraguai.
A Superintendência da Polícia Federal no Paraná deu continuidade às diligências. A corporação passou a mapear pessoas suspeitas de negociar a entrega da criança e de intermediar a operação.
Dessa forma, a PF denominou a investigação de Operação Repatriar. A apuração busca esclarecer como a negociação teria sido organizada e quem participou da transferência do bebê ao país vizinho.
Operação cumpre buscas em Foz
Na sexta-feira (4), a Polícia Federal cumpriu três mandados de busca e apreensão em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. As medidas tiveram como alvo pessoas suspeitas de envolvimento na entrega da criança e na intermediação da negociação.
Foz do Iguaçu está na região de fronteira com o Paraguai, o que integra o contexto territorial investigado. No entanto, as informações divulgadas não apontam prisões decorrentes do cumprimento dos mandados.
As buscas representam uma etapa de coleta de elementos para o inquérito. A PF não divulgou, até o momento, a identidade dos investigados nem a extensão da possível rede.
Perícia analisa celulares e documentos
Durante a operação, os agentes apreenderam celulares e documentos. O material será submetido à perícia para aprofundar a análise dos fatos.
A avaliação pode ajudar a PF a verificar as comunicações, os registros e as conexões relacionados à negociação investigada. Além disso, a perícia deve subsidiar a identificação de possíveis participantes e da dinâmica da transferência da criança.
O caso permanece em investigação. A Polícia Federal informou que espera obter mais detalhes sobre a rede suspeita a partir da análise dos itens recolhidos.


