Ucrânia e Rússia anunciam pausa de ataques a Kiev e Moscou durante missão dos EUA

Medidas divulgadas por Volodymyr Zelensky e pelo Kremlin coincidem com a viagem de Jared Kushner e Steve Witkoff para conversas sobre a guerra.

Da
Redação
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Steve Witkoff e Jared Kushner, enviados dos EUA, chegando em Moscou • Reprodução/REUTERS
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Ucrânia e Rússia anunciaram neste sábado (5) medidas temporárias para interromper ataques aéreos contra Kiev e Moscou durante a passagem dos enviados americanos Jared Kushner e Steve Witkoff pela região. As declarações ocorreram enquanto os representantes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, iniciavam contatos em Moscou.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que Kiev deixaria de atacar Moscou até segunda-feira (7), desde que a Rússia adotasse medida equivalente em relação à capital ucraniana. Já o Kremlin afirmou que Vladimir Putin ordenou uma suspensão de três dias dos ataques a Kiev, restrita à cidade e não estendida ao restante da Ucrânia.

Zelensky propõe pausa contra Moscou

Zelensky declarou, em publicação na rede X, que a Ucrânia estaria pronta para não atacar Moscou a partir daquele momento, durante o domingo (6) e a segunda-feira. A condição apresentada pelo presidente foi que os russos também se abstivessem de atingir Kiev.

Segundo o líder ucraniano, a proposta se referia a cidades envolvidas no processo de negociação. Ele informou ainda ter conversado com os representantes dos Estados Unidos no sábado.

Além disso, Zelensky afirmou que aguardava Kushner e Witkoff em Kiev para discutir os próximos passos diplomáticos. O texto disponível não informa quando essa reunião ocorreria nem quais medidas seriam tratadas.

Kremlin limita trégua a Kiev

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou à agência estatal russa TASS que Putin ordenou uma suspensão de três dias dos ataques à capital ucraniana. De acordo com o Kremlin, a medida começaria à meia-noite de sábado, pelo horário local.

Peskov vinculou a decisão à preparação e à realização de contatos dos americanos em Kiev. No entanto, a posição anunciada por Moscou teve alcance territorial limitado.

O Kremlin ressaltou que a interrupção dos ataques se aplicaria somente a Kiev, e não ao restante da Ucrânia. Dessa forma, a medida russa não representa, pelas informações divulgadas, uma pausa geral nas operações militares no país.

Relatos expõem tensão antes da pausa

Antes do anúncio russo, Zelensky havia dito que drones russos atacaram aeroportos na capital ucraniana no sábado. O material fornecido não detalha os aeroportos atingidos, danos ou vítimas.

A informação aponta uma tensão entre o relato ucraniano sobre ataques ocorridos mais cedo e a suspensão anunciada pelo Kremlin para começar à meia-noite. Não há, no material disponível, confirmação independente sobre o cumprimento da pausa após o horário previsto.

Por isso, os anúncios devem ser entendidos como medidas declaradas para proteger as duas capitais durante os contatos diplomáticos, e não como um cessar-fogo abrangente entre Rússia e Ucrânia.

Enviados americanos chegam a Moscou

Witkoff e Kushner chegaram a Moscou no sábado para uma reunião com Putin. Ambos atuam como enviados especiais de Trump, segundo o material que informou a viagem.

Na sexta-feira (4), Trump disse no Salão Oval que os Estados Unidos tinham uma proposta concreta para encerrar a guerra. Ele não apresentou detalhes da iniciativa.

O presidente americano descreveu Witkoff e Kushner como negociadores importantes e afirmou que eles levariam uma proposta para pôr fim ao conflito. Trump também disse haver possibilidade de avanço, embora não tenha indicado prazo ou termos para um acordo.

Trump cita proposta de paz

Ao falar sobre a iniciativa americana, Trump associou as dificuldades de negociação à relação entre Zelensky e Putin. A declaração ocorreu na véspera da viagem dos enviados a Moscou.

O presidente dos Estados Unidos afirmou que já havia resolvido oito guerras e avaliou que a questão entre Rússia e Ucrânia envolvia um problema de personalidade entre os dois líderes. Essa é uma avaliação de Trump, sem detalhamento sobre como ela se converteria na proposta citada.

Enquanto isso, a pausa anunciada para as capitais cria uma janela limitada para os contatos diplomáticos. O material não aponta compromisso das partes com uma interrupção mais ampla dos combates.

Moscou resiste a concessões

Autoridades russas sinalizaram resistência a concessões nas negociações. O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, disse à TASS que o governo americano deveria considerar a realidade no terreno ao buscar uma solução para a Ucrânia.

Ryabkov sustentou que a situação não estaria mudando a favor de Kiev e associou essa leitura às dificuldades enfrentadas pela Ucrânia no campo de batalha. A posição expõe um obstáculo adicional para a proposta mencionada por Trump.

O material também relata pressão crescente das forças russas sobre uma faixa de cidades industriais em Donetsk, no leste da Ucrânia. Segundo o texto, tropas russas avançaram gradualmente nos últimos meses, em um cenário que mantém a região no centro das divergências sobre o fim da guerra.

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