Hospital de Amor inaugura DREAM para reabilitação oncológica em Barretos

Unidade reúne terapias, internação e suporte cirúrgico para pacientes com sequelas do câncer e também atende pessoas não oncológicas.

Da
Redação
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O Hospital de Amor, em Barretos (SP), inaugurou o Diretório de Reabilitação Moderna (DREAM), unidade voltada à reabilitação de pacientes com câncer acompanhados pela instituição. O espaço integra atendimento ambulatorial, terapias, internação e suporte cirúrgico, com assistência gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Com quase 8 mil metros quadrados, o novo centro amplia a capacidade anterior de reabilitação. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitaram as instalações no sábado (5).

DREAM amplia a reabilitação oncológica

O DREAM atende pacientes que enfrentam sequelas do câncer ou de seu tratamento. Entre as condições citadas estão alterações de mobilidade, força, equilíbrio, cognição, comunicação, deglutição, audição e visão.

A unidade também acolhe pessoas com amputações e outras limitações funcionais. Dessa forma, a proposta combina modalidades de cuidado que antes não estavam reunidas na mesma estrutura.

Além do público oncológico, o centro recebe pacientes não oncológicos com deficiências ou limitações físicas, intelectuais, visuais ou auditivas. Essas condições podem ter origem congênita, adquirida, crônica ou transitória.

Unidade reúne assistência contínua

A estrutura dispõe de ambulatórios, boxes individualizados para terapia e espaços destinados a atendimentos médicos e multiprofissionais. Ao mesmo tempo, oferece uma unidade de internação com assistência 24 horas.

São 18 leitos de internação, dos quais dois são reservados a cuidados semi-intensivos. A composição da unidade permite associar o acompanhamento terapêutico ao cuidado hospitalar quando necessário.

Durante a visita, Padilha afirmou que a concepção do centro considerou a necessidade de reabilitação após o tratamento do câncer. Segundo o ministro, cirurgias, medicamentos e outros procedimentos podem demandar reabilitação física, visual ou auditiva.

Centro cirúrgico atende especialidades

O DREAM conta com duas salas cirúrgicas para procedimentos de média e alta complexidade. Os atendimentos têm foco em oftalmologia, ortopedia, neurocirurgia e otorrinolaringologia.

O centro cirúrgico inclui ainda quatro leitos de recuperação pós-anestésica. Além disso, o complexo possui câmara de oxigenoterapia hiperbárica para casos de feridas complexas, infecções e lesões associadas à radioterapia.

Essa organização incorpora o suporte cirúrgico ao percurso de reabilitação oferecido pela unidade. Assim, o atendimento previsto pelo DREAM não se restringe às terapias ambulatoriais.

Terapias usam espaços adaptados

A área de reabilitação reúne piscina aquecida para hidroterapia, salas de cinesioterapia, academia, laboratório de movimento e ginásio poliesportivo. Há também ambientes destinados a atividades físicas e esportes adaptados.

Uma casa adaptada permite o treinamento de atividades da vida diária, como alimentação, autocuidado e tarefas domésticas. O centro hípico, por sua vez, é destinado à equoterapia.

A Oficina Ortopédica confecciona, ajusta e dispensa órteses e próteses sob medida. Ela está integrada ao processo de reabilitação dos pacientes atendidos na unidade.

Tecnologias apoiam evolução funcional

O DREAM emprega recursos de reabilitação robótica, realidade virtual e gamificação para avaliação, tratamento e acompanhamento da evolução funcional. Entre os equipamentos está o Lokomat, exoesqueleto robótico conectado a uma esteira.

O Lokomat busca apoiar a reabilitação intensiva da marcha de pacientes com dificuldade de locomoção. Já o NIRVANA é uma tecnologia imersiva empregada na estimulação motora, cognitiva e neurossensorial.

A construção da ala recebeu recursos da Fundação Banco do Brasil. O Hospital de Amor, antes chamado Hospital de Câncer de Barretos, foi inaugurado em 1962 e é administrado por uma instituição privada sem fins lucrativos.

A instituição presta atendimento totalmente gratuito pelo SUS e mantém suas atividades com doações da iniciativa privada, apoio da comunidade e repasses governamentais. O diretor Henrique Prata atribuiu a viabilização do novo centro à participação conjunta da sociedade e do poder público.

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