Luis Elizondo, apresentado como ex-oficial do Pentágono e ex-chefe do Programa de Identificação de Ameaças Aeroespaciais Avançadas (AATIP), associa UAPs à presença de água e à atividade nuclear em seu livro “Iminente — Os bastidores da caçada do Pentágono a Ovnis”. As afirmações relatam observações e hipóteses do autor, sem comprovação independente indicada no material disponível.
UAP é a sigla em inglês para fenômenos anômalos não identificados, termo usado para se referir ao que tradicionalmente se chama de óvni. No livro, Elizondo afirma que seu grupo percebeu recorrência de relatos em áreas com grandes porções de água e, em alguns casos, com tecnologia nuclear.
Livro relaciona UAPs à água
Elizondo escreve que água e UAPs apareceriam associados com frequência. Como exemplos, ele menciona uma mina no Congo e embarcações nucleares no mar, situações que, segundo sua narrativa, reuniriam água e tecnologia nuclear.
O autor também afirma que não seria incomum haver relatos de óvnis carregando água. O texto fornecido, no entanto, não apresenta dados, registros ou análises independentes que confirmem essa descrição.
A associação entre UAPs e água é, portanto, parte da interpretação exposta no livro. Ela não equivale, pelo conteúdo disponível, a uma conclusão comprovada sobre a origem, o funcionamento ou a finalidade desses objetos.
Autor cita acidentes nucleares
Na obra, Elizondo diz que testemunhas teriam relatado UAPs nas proximidades de acidentes nucleares. Ele cita Three Mile Island, Chernobyl e Fukushima como episódios que, em sua avaliação, teriam atraído esses fenômenos.
Segundo o relato reproduzido no material, os avistamentos ocorreriam dias ou meses depois de um derretimento de reator ou de uma catástrofe. A fonte, porém, não detalha quais testemunhas, documentos ou critérios foram empregados para estabelecer essa relação.
Assim, a menção aos três acidentes integra a argumentação do ex-oficial. Sem documentação adicional no dossiê, não é possível tratar a coincidência apontada por ele como relação causal demonstrada.
Hipótese propõe uso do hidrogênio
Elizondo atribui ao engenheiro Harold “Hal” Puthoff uma hipótese para explicar a suposta ligação com a água. A ideia seria que os objetos conseguiriam realizar fissão nos prótons de hidrogênio presentes na água.
Na versão apresentada pelo autor, esse processo forneceria a energia necessária para o voo dos UAPs. Ele relaciona a hipótese à ausência de propulsores ou de elementos motores semelhantes aos empregados por seres humanos nos objetos relatados.
O material não fornece validação experimental para essa proposta. Por isso, a explicação deve ser entendida como uma teoria relatada no livro, e não como uma descrição científica estabelecida.
AATIP planejou atrair objetos
O livro afirma que o AATIP chegou a desenhar uma operação chamada Intruso para atrair, capturar e estudar UAPs. A estratégia, segundo Elizondo, previa concentrar meios militares ligados à energia nuclear na costa leste dos Estados Unidos.
O plano descrito usaria um porta-aviões nuclear como isca em um ponto do Atlântico. Também reuniria destróieres, mísseis com capacidade para ogivas atômicas e submarinos nucleares, enquanto agências parceiras instalariam equipamentos para coletar dados.
De acordo com a narrativa, a operação apostava justamente na combinação de água e uma grande presença nuclear para provocar o aparecimento dos fenômenos. O conteúdo disponível não informa se a iniciativa foi executada, nem apresenta resultados de eventual coleta de dados.
Obra recupera trajetória no programa
“Iminente — Os bastidores da caçada do Pentágono a Ovnis” aborda a passagem de Elizondo pelo AATIP, programa ligado ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos. O livro relata estudos conduzidos pela equipe e os esforços do autor para ampliar a visibilidade do tema.
Segundo o material fornecido, a edição brasileira saiu pela HarperCollins e foi lançada em abril. A obra também sustenta que o debate sobre UAPs enfrentava pressões relacionadas à religião e a empresas norte-americanas do setor aeroespacial.
As alegações sobre água, atividade nuclear e operações de atração de UAPs ganham circulação com o lançamento do livro. Ainda assim, elas exigem distinção entre o relato de seu autor e evidências verificáveis, que não foram apresentadas no material analisado.


