PGR apura possível interferência em relatório da PF sobre Vorcaro e Moraes

Paulo Gonet comunicou a abertura da apuração ao presidente do STF, Edson Fachin.

Da
Redação
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Procurador-geral da República Paulo Gonet • Victor Piemonte/STF
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A PGR apura possível interferência em relatório da PF que registrou contatos e mensagens envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi aberta na sexta-feira (4).

Segundo as informações disponíveis, a Procuradoria-Geral da República busca esclarecer se houve “ordem ou interferência externa” na elaboração do documento policial. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, comunicou a iniciativa ao presidente do STF, Edson Fachin.

PGR abre apuração sobre o relatório

A apuração tem como foco o processo de elaboração de um relatório da Polícia Federal. A PGR quer verificar se fatores externos influenciaram a produção do documento.

Até o momento, a informação divulgada não descreve qual teria sido a eventual ordem ou interferência sob análise. Também não aponta quem poderia ter atuado nesse sentido.

Dessa forma, a abertura do procedimento não equivale a uma conclusão sobre a existência de interferência. O objetivo anunciado é justamente esclarecer se ela ocorreu.

Documento registra contatos e mensagens

O relatório da Polícia Federal mencionado na apuração revelou registros de contatos e mensagens envolvendo Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes.

Vorcaro é identificado como banqueiro, enquanto Moraes integra o STF. A informação disponibilizada não detalha o teor das mensagens nem as circunstâncias dos contatos registrados.

Além disso, o material não informa quando esses registros ocorreram ou como foram obtidos pela Polícia Federal. Esses pontos não foram especificados na comunicação sobre a apuração da PGR.

Gonet comunica Fachin sobre a medida

Paulo Gonet levou ao conhecimento de Edson Fachin a decisão de abrir a apuração. Fachin preside o Supremo Tribunal Federal.

A comunicação ocorre porque o relatório citado envolve registros relacionados a um ministro da Corte. No entanto, a informação disponível não detalha o conteúdo da conversa entre o procurador-geral e o presidente do STF.

Também não foram anunciadas medidas adicionais pelo Supremo no material divulgado. Por isso, o dado confirmado é a comunicação feita por Gonet a Fachin.

Informações ainda precisam ser esclarecidas

A PGR não divulgou, nas informações disponíveis, prazo para a conclusão da apuração. Tampouco detalhou os próximos atos previstos no procedimento.

Não há indicação, até aqui, de resultados da verificação ou de eventual responsabilização. A apuração foi apresentada como uma iniciativa para esclarecer as circunstâncias da elaboração do relatório.

Assim, permanecem pendentes detalhes sobre a possível interferência, o alcance da análise da PGR e o conteúdo dos registros atribuídos ao documento da Polícia Federal.

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