Caso Gisele: TJSP adia interrogatório de tenente-coronel

Defesa pediu a inclusão de diligências complementares; material informa nova previsão para 5 de outubro de 2026 e manutenção da prisão preventiva pelo STJ.

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Redação
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A investigação sobre a morte da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrou uma divergência temporal que pode ser determinante para o desfecho do inquérito. • Montagem CNN
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O interrogatório no Caso Gisele do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi adiado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), segundo o material disponível. O oficial é réu por feminicídio e fraude processual na morte da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana.

O adiamento decorreu de pedido da defesa para juntar diligências complementares aos autos. O despacho, conforme relatado, acolheu a solicitação para assegurar o direito de defesa e indicou nova data para a oitiva.

TJSP adia o interrogatório

O material informa que o TJSP decidiu postergar o interrogatório de Geraldo Leite Rosa Neto. A medida foi tomada após requerimento da defesa do tenente-coronel.

Segundo o relato, os advogados solicitaram a inclusão de diligências complementares no processo. O conteúdo fornecido não detalha quais seriam essas diligências nem apresenta o despacho judicial na íntegra.

A decisão mencionada teria fixado prazo improrrogável de 20 dias para o novo ato. Ainda assim, a mesma fonte aponta previsão de realização em 5 de outubro de 2026.

Defesa busca examinar o laudo

A defesa do tenente-coronel é composta pelo advogado Eugênio Malavassi, de acordo com o material. O advogado afirmou que analisa a resposta do Instituto de Criminalística aos quesitos apresentados sobre o laudo, junto de um assistente técnico.

Esse exame técnico aparece como o contexto do pedido de diligências complementares. No entanto, o material não informa o teor dos quesitos, a conclusão da resposta pericial ou eventuais novos elementos levados ao processo.

Por isso, o adiamento não encerra a fase de instrução relatada na pauta. Ele transfere o momento em que o réu deverá ser ouvido, enquanto a defesa avalia os dados periciais mencionados.

STJ mantém a prisão preventiva

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a prisão preventiva do tenente-coronel, segundo o material que originou a pauta. A decisão teria sido publicada no Diário de Justiça Eletrônico Nacional após pedido de habeas corpus da defesa.

Geraldo Leite Rosa Neto está preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes desde 18 de março, conforme o relato. A manutenção da custódia ocorreu em paralelo ao adiamento do interrogatório no TJSP.

O material não traz os fundamentos adotados pelo STJ para negar o pedido da defesa. Também não informa o número do processo ou o conteúdo integral da decisão judicial.

Investigação apura feminicídio

Gisele Alves Santana tinha 32 anos e foi encontrada morta em seu apartamento, no Brás, região central de São Paulo, em 18 de fevereiro, segundo a fonte. A ocorrência foi inicialmente tratada como suicídio.

Posteriormente, a apuração passou a considerar feminicídio qualificado e fraude processual. O Ministério Público denunciou o tenente-coronel, que se tornou réu pelas duas acusações.

De acordo com a acusação, o oficial teria tentado simular um suicídio ao colocar a arma na mão da vítima e modificar a cena. O Ministério Público também sustenta que o crime teve motivação ligada a sentimento de posse e à recusa do acusado em aceitar o fim do relacionamento.

O material atribui à perícia inconsistências na versão apresentada pela defesa, além de vestígios de sangue nas roupas do acusado e indícios de banho após o crime. Essas são alegações da investigação e da acusação que deverão ser apreciadas no curso do processo.

A defesa dos familiares de Gisele declarou que nunca teve dúvida de que a morte foi um feminicídio. O advogado Miguel Silva afirmou, conforme o material, que um laudo complementar reforça as provas já existentes e aponta o tenente-coronel como autor do crime.

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