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O padre Fábio de Melo, de 55 anos, relatou como é conviver com depressão crônica e afirmou que suas manhãs são especialmente difíceis. A declaração foi feita no programa Sem Censura, da TV Brasil, exibido na quinta-feira (15), e repercutiu nesta sexta (16).

Ao explicar sua experiência no programa Sem Censura, o religioso descreveu uma dificuldade que o acompanha há muitos anos, mesmo quando atravessa momentos positivos.

Desde que eu me entendo por gente, eu nunca acordei feliz.”

Padre Fábio de Melo

Ele afirmou que pode estar vivendo experiências agradáveis e, ainda assim, encontrar dificuldades de disposição ao despertar.

Padre fala sobre depressão crônica

O padre descreveu esse sentimento como uma sombra persistente, que o acompanha mesmo em circunstâncias agradáveis. Na entrevista, relacionou parte de sua experiência emocional à forma como exerce a criatividade, sem apresentá-la como uma característica comum a todas as pessoas com depressão.

O depoimento é uma descrição pessoal de sua saúde e não deve ser generalizado para outras pessoas diagnosticadas. Sintomas, respostas a tratamentos e necessidades de acompanhamento variam conforme cada caso.

Mudanças de disposição ao acordar

Fábio contou que costuma formular planos à noite com entusiasmo, mas às vezes acorda com outra disposição e reconsidera decisões tomadas horas antes. A oscilação relatada foi apresentada como parte das dificuldades vividas ao longo dos anos.

Ele afirmou que a condição pode persistir independentemente do lugar em que esteja ou da qualidade das experiências recentes. Isso ajuda a distinguir sua narrativa de uma reação momentânea a um acontecimento específico.

O religioso também comentou a relação entre sentimentos difíceis e seu processo criativo. A associação é uma percepção individual expressa por ele, não uma regra clínica que explique a depressão ou seus possíveis efeitos em todos os pacientes.

Embora seu trabalho público envolva música, apresentações e compromissos religiosos, o padre disse que o cotidiano inclui desafios que nem sempre são perceptíveis para quem o acompanha.

Tratamento exigiu ajustes de medicação

Na entrevista, Fábio falou sobre períodos em que utilizou diferentes medicamentos e sentia que aparentava estar bem diante de outras pessoas, mas percebia alterações em sua vida emocional. Ele associou essa fase a uma dificuldade de reconhecer aspectos importantes de sua própria experiência.

O padre afirmou que encontrar medicação e dose adequadas foi importante para lidar melhor com a depressão crônica, ainda que continuasse enfrentando sintomas. Sua fala não constitui orientação para suspender, reduzir ou trocar medicamentos.

O acompanhamento de um profissional de saúde é fundamental para avaliar efeitos, doses e eventuais ajustes de tratamentos psiquiátricos. As escolhas feitas por uma pessoa não devem ser replicadas sem avaliação individual.

Relatos anteriores sobre saúde mental

O diagnóstico de depressão crônica foi divulgado publicamente por Fábio de Melo em 2018. Na ocasião, ele contou que havia enfrentado uma crise depressiva grave no ano anterior e explicou aos seguidores parte do tratamento.

Em janeiro de 2025, durante um evento em Pernambuco, o padre também falou publicamente sobre dificuldades relacionadas à depressão e à intensidade dos sintomas naquele período.

Meses depois, ao comentar ataques recebidos nas redes sociais, ele voltou a abordar o impacto de mensagens hostis sobre seu bem-estar. Os episódios fazem parte de um histórico de relatos públicos anteriores à entrevista mais recente.

A conversa exibida pela TV Brasil acrescenta detalhes sobre sua rotina, sobretudo sobre o despertar, a diferença entre disposição noturna e matinal e a experiência de ajustar o tratamento sob orientação especializada.

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