A Polícia Federal apreendeu R$ 2,8 milhões em bens e valores, incluindo R$ 520,4 mil em dinheiro vivo, durante o primeiro turno das eleições gerais realizado neste domingo. O balanço oficial da Operação Eleições 2026 foi divulgado pela corporação na segunda-feira, detalhando o resultado da atuação em todo o território nacional para reprimir ilícitos voltados à Justiça Eleitoral.
As ações das delegacias federais em diversos estados resultaram na condução de 204 pessoas às unidades policiais. Além disso, apenas no dia da votação, foram abertos 49 inquéritos e registrados 100 termos circunstanciados de ocorrência para apurar práticas como compra de votos e propaganda irregular.
Polícia detalha balanço nacional
As ocorrências registradas pela Polícia Federal espalharam-se por grande parte do país, com atuação confirmada em estados como Bahia, Rio de Janeiro, Alagoas, Espírito Santo, Pernambuco, Minas Gerais, Sergipe, Roraima, Acre, Rondônia, Amapá, Maranhão, Amazonas, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraíba, Santa Catarina, Piauí, Pará, Paraná, Rio Grande do Norte, Tocantins e no Distrito Federal.
Entre os principais crimes investigados pelas equipes policiais no domingo de votação destacam-se a corrupção eleitoral, com foco na compra de votos, e a propaganda eleitoral irregular. A atuação mobilizou efetivos de segurança para coibir abusos e garantir a normalidade do pleito em zonas eleitorais de várias regiões.
Segundo a corporação, os valores de bens e o montante em dinheiro em espécie apresentados neste levantamento inicial são preliminares. O material recolhido e as ocorrências ainda passarão por processos de validação posterior pelas autoridades competentes.
Investigações avançam no ano
As ações do último domingo somam-se a um esforço contínuo da instituição ao longo de todo o calendário de 2026. Até o final da votação, a corporação contabilizou a instauração de 1.337 inquéritos policiais voltados a apurar crimes eleitorais acumulados no período.
Com as apreensões recentes, o valor total de bens recolhidos em ações de combate a esses ilícitos em 2026 ultrapassou a marca de R$ 47,5 milhões. Desse montante acumulado ao longo do ano, cerca de R$ 31 milhões correspondem exclusivamente a apreensões de dinheiro em espécie.
A atribuição institucional da Polícia Federal abrange a repressão a crimes que competem à Justiça Eleitoral. O trabalho investigativo prossegue nos próximos dias para esclarecer a origem dos valores apreendidos e responsabilizar os envolvidos nas irregularidades.
Agentes combatem fraudes eleitorais
A Operação Eleições mobiliza agentes federais em todo o país para combater práticas ilícitas como transporte ilegal de eleitores, boca de urna e aliciamento de eleitores. A presença ostensiva e investigativa visa assegurar a lisura do processo democrático durante as etapas de votação.
Os dados consolidados continuam sob monitoramento das equipes centrais e regionais da força de segurança. Novas atualizações sobre inquéritos e desdobramentos judiciais devem ser divulgadas à medida que as investigações avancem nas instâncias competentes.
A atuação coordenada busca coibir crimes que possam influenciar o resultado das urnas, mantendo rigor na fiscalização de recursos financeiros utilizados de forma irregular durante o período eleitoral.
Justiça avalia casos investigados
Os inquéritos abertos e os termos circunstanciados registrados agora seguem para análise do Ministério Público e da Justiça Eleitoral. Cabe aos órgãos competentes avaliar os elementos colhidos pela polícia e decidir sobre a abertura de processos formais contra os suspeitos.
A validação dos montantes apreendidos e a análise das provas materiais recolhidas vão subsidiar as próximas fases das investigações. A Justiça Eleitoral mantém o acompanhamento rigoroso dos casos para aplicar as sanções previstas na legislação vigente.
O balanço final consolidado servirá de base para a avaliação das ocorrências registradas nesta etapa do pleito, enquanto as forças de segurança permanecem atentas aos desdobramentos do calendário eleitoral.


