A coligação que apoia a candidatura de Eduardo Paes (PSD) ao governo do Rio de Janeiro acionou oficialmente a Justiça Eleitoral neste domingo (4) após a identificação de material de campanha irregular. A ocorrência foi registrada em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e envolveu a distribuição de santinhos que combinavam a foto e o nome de Paes com o número 22, pertencente a seu adversário Douglas Ruas (PL).
A circulação de panfletos com informações trocadas no dia da votação do primeiro turno gerou forte repercussão entre as campanhas locais. Enquanto o número correto da chapa liderada por Paes é 55, o uso do algarismo opositor tem potencial direto para confundir o eleitorado no momento do voto na urna eletrônica durante o pleito estadual.
Representação no TRE-RJ
A representação jurídica foi protocolada formalmente pela coligação “Juntos para Mudar, Coragem para Reconstruir”, grupo político formado pelo PSD de Paes e outras 11 legendas aliadas no estado. Os advogados apontaram a gravidade da circulação de propaganda enganosa em um dos municípios mais populosos da Região Metropolitana.
O material apreendido e relatado à Justiça traz elementos visuais que simulam a campanha oficial, mas induzem o eleitor ao erro ao estampar o número do principal concorrente na disputa majoritária. A medida busca identificar a origem da confecção e a escala da distribuição irregular dos papéis.
As autoridades eleitorais agora analisam os pedidos de urgência apresentados pela coligação para coibir novos episódios semelhantes. A fiscalização nas seções eleitorais foi redobrada para coibir práticas que possam comprometer a lisura do processo de escolha do novo governador fluminense.
Dúvidas sobre responsáveis
Até o momento do protocolo da ação, os representantes da campanha não haviam conseguido determinar quem seria o autor material responsável pela impressão e pela distribuição dos panfletos trocados. As investigações preliminares tentam rastrear gráficas e bases de apoio envolvidas.
Também permanece sem confirmação oficial se o mesmo tipo de material falso circulou por outras cidades do interior ou da Região Metropolitana do estado do Rio de Janeiro. A incerteza geográfica amplia a preocupação das equipes jurídicas envolvidas na disputa eleitoral deste domingo.
A Justiça Eleitoral deverá intimar os envolvidos e requisitar diligências policiais para esclarecer a extensão da fraude nos redutos eleitorais atingidos pela circulação dos panfletos. A apuração continuará ao longo dos próximos dias para definir eventuais punições aos responsáveis.
Ampla aliança partidária
A coligação que sustenta a candidatura de Eduardo Paes reúne uma frente bastante ampla de partidos no cenário político fluminense para a disputa executiva. Além do PSD do próprio candidato, a aliança engloba legendas de diferentes matizes ideológicas que compõem a base de sustentação.
Fazem parte da coligação formalizada no Tribunal Regional Eleitoral siglas como MDB, PT, PV, PCdoB, PDT, PSB, Solidariedade, PRD, PSDB, Cidadania e DC. Essa articulação robusta centralizou as decisões jurídicas e estratégicas para responder rapidamente a qualquer desvio durante o dia de votação.
A união de tantas siglas em torno do mesmo palanque elevou o grau de polarização na disputa pelo Palácio Guanabara, tornando o monitoramento das ruas e das zonas eleitorais ainda mais rigoroso por parte de todos os comitês partidários envolvidos no pleito.
Disputa pelo governo
A corrida eleitoral pelo governo do estado do Rio de Janeiro mobilizou milhões de eleitores às urnas em um primeiro turno marcado por intensa disputa política. A presença de diferentes forças tradicionais elevou a temperatura da campanha em redutos estratégicos da Baixada Fluminense.
Municípios como Nova Iguaçu desempenham papel decisivo no resultado final devido ao expressivo volume de eleitores aptos a votar. Por essa razão, qualquer incidente envolvendo propaganda irregular ou confusão de números ganha proporções críticas para o desfecho da eleição majoritária.
A apuração oficial dos votos prossegue sob acompanhamento rigoroso das equipes jurídicas e dos partidos, enquanto o Tribunal Regional Eleitoral avalia os reflexos das irregularidades registradas ao longo da jornada de votação em território fluminense.


