Dois investigados pelo assassinato do cabo da Polícia Militar Paulo Roberto Lima Pereira, de 44 anos, foram mortos durante uma operação da Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (2), na zona sul de São Paulo. A ação policial foi coordenada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais para cumprir mandados de prisão temporária contra suspeitos que estavam foragidos da Justiça paulista.
A investigação apura a participação da dupla no latrocínio que vitimou o policial militar no final do mês de agosto na marginal Tietê. Os agentes da Polícia Civil localizaram os alvos na região do Campo Limpo, momento em que houve a intervenção que resultou no confronto armado e na morte dos dois investigados ainda no local da abordagem.
Confronto no Campo Limpo
A ação policial ocorreu especificamente na rua Ceresópolis, situada no Parque Regina, bairro da região do Campo Limpo, na zona sul da capital paulista. Equipes da 1ª Delegacia de Polícia de Investigações sobre Roubos e Latrocínios, que é vinculada ao Deic, se deslocaram até o endereço para cumprir as ordens de prisão expedidas contra os foragidos.
De acordo com as informações divulgadas pelas autoridades de segurança do estado, os policiais foram recebidos a tiros no momento da chegada ao endereço. Diante da agressão armada, os agentes reagiram para neutralizar a ameaça, resultando em disparos que atingiram os dois suspeitos durante o revide à investida criminosa.
O resgate foi acionado, mas os dois homens não resistiram aos ferimentos e morreram no local da ocorrência. A Secretaria da Segurança Pública informou que a identidade dos mortos não foi divulgada de imediato, enquanto as diligências e os procedimentos de praxe continuam em andamento na região metropolitana.
Perícia e investigações
Após a confirmação das mortes decorrentes do confronto com os agentes de segurança, os protocolos técnicos foram acionados para preservar a cena da ocorrência. Equipes de peritos criminais compareceram à rua Ceresópolis para realizar o levantamento técnico, recolher vestígios e analisar a dinâmica dos disparos trocizados na abordagem.
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa também foi acionado para conduzir a apuração sobre as circunstâncias da morte decorrente de intervenção policial, procedimento padrão adotado em ocorrências dessa natureza no estado de São Paulo. Os laudos periciais deverão esclarecer os detalhes balísticos da ação realizada pelo Deic.
A Secretaria da Segurança Pública acompanha os desdobramentos do caso por meio dos órgãos competentes, garantindo que todas as evidências sejam catalogadas. A apuração policial busca consolidar os elementos probatórios que ligam formalmente os suspeitos mortos ao crime que vitimou o policial militar em agosto.
Crime na Marginal Tietê
O assassinato do cabo Paulo Roberto Lima Pereira ocorreu na noite do dia 28 de agosto, gerando grande repercussão e comoção nas forças de segurança do estado. O militar tinha 44 anos de idade e estava fora do horário de expediente quando o crime foi registrado na altura do Parque Novo Mundo, na zona norte da capital paulista.
Segundo o apurado pelas autoridades policiais durante as investigações iniciais, o policial estava de folga e conduzia seu veículo pela via expressa quando precisou parar em um recuo da marginal Tietê. A parada ocorreu porque o militar identificou a necessidade de verificar um dos pneus do automóvel, momento em que foi abordado pelos criminosos.
A investida resultou em disparos de arma de fogo contra o cabo, que acabou não resistindo aos ferimentos e morreu em decorrência da ação criminosa. Desde então, as equipes especializadas da Polícia Civil concentraram esforços operacionais para identificar, localizar e prender todos os envolvidos diretos e indiretos no latrocínio.
Investigação da gangue
Uma das principais linhas de investigação conduzidas pela polícia apura se o latrocínio do policial militar tem ligação com a atuação criminosa conhecida na região como a gangue da pedra. O grupo criminoso costuma agir arremessando objetos e pedras contra veículos em movimento na malha rodoviária para obrigar os motoristas a pararem no acostamento.
Com a paralisação forçada dos automóveis em trechos escuros ou de menor visibilidade das marginais, os criminosos realizam abordagens violentas voltadas à prática de roubos e furtos. A modalidade criminosa tem sido alvo de monitoramento constante por parte das delegacias especializadas do Deic na capital paulista.
A operação realizada na zona sul representa o desdobramento das diligências iniciadas após o latrocínio de agosto, com foco na desarticulação da rede criminosa que atua nas rodovias e marginais da cidade. As autoridades policiais seguem com o trabalho investigativo para apurar se há outros foragidos envolvidos na mesma prática delituosa.


