A China habilitou quatro novos estabelecimentos brasileiros para exportar produtos de origem animal, segundo atualização do cadastro sanitário divulgada nesta terça-feira (29). A medida ocorreu três dias após o encerramento da missão de autoridades chinesas que esteve no Brasil para avaliar in loco o sistema de controle sanitário nacional.
Entre as unidades autorizadas, duas são voltadas para a comercialização de carne bovina e duas para produtos de aves. Os registros concedidos pelas autoridades asiáticas possuem validade total de cinco anos, ampliando a presença do agronegócio brasileiro no mercado externo.
Na categoria de carne bovina, as plantas contempladas foram o Supremo Carnes Ltda., localizado no município mineiro de Carlos Chagas, e a Masterboi Ltda., situada em Canhotinho, no estado de Pernambuco. Ambas passam a figurar na lista oficial de exportadoras para o país asiático.
Setor avícola ganha espaço
Para o setor avícola, as novas autorizações beneficiaram a Avivar Alimentos S/A, com sede em São Sebastião do Oeste, em Minas Gerais, e a Cooperativa Dália Alimentos Ltda., instalada no município gaúcho de Arroio do Meio.
Essas plantas passaram por rigorosa avaliação técnica durante a passagem da comitiva estrangeira pelo território brasileiro. A inspeção fez parte de um cronograma voltado a verificar os padrões sanitários locais e atender à crescente demanda do mercado asiático por proteína animal.
Com a inclusão dessas novas unidades, o setor produtivo nacional ganha maior capilaridade geográfica para atender aos rigorosos requisitos exigidos pelas alfândegas internacionais.
Comitiva vistoria 17 unidades
A nova rodada de liberações ocorre após uma intensa agenda de inspeções realizada por autoridades sanitárias chinesas no Brasil. A equipe estrangeira desembarcou no país no dia 20 e encerrou as atividades no dia 26, após percorrer diversas instalações do setor.
O roteiro oficial da comitiva incluiu visitas técnicas a frigoríficos, laboratórios especializados e propriedades rurais em diferentes regiões. No total, 17 unidades produtivas das cadeias de bovinos, suínos e aves integravam o escopo da visita oficial.
A agenda contemplou tanto estabelecimentos que buscavam a primeira autorização para exportar quanto plantas que enfrentavam suspensões temporárias em seus registros anteriores junto ao governo chinês.
Brasil assina novo protocolo
Paralelamente à liberação das novas plantas exportadoras, Brasil e China formalizaram um protocolo sanitário voltado à exportação de miúdos suínos. O avanço diplomático e comercial reforça a cooperação bilateral no setor de alimentos.
O documento oficial foi assinado no sábado pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e pelo embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao. A medida coroa as negociações recentes entre os dois governos para diversificar a pauta de comércio exterior.
A ampliação do acesso de itens brasileiros ao mercado asiático consolida o país como um dos principais parceiros estratégicos no abastecimento global de alimentos e proteínas.
Negociações comerciais avançam
O avanço nas negociações sanitárias reflete o constante diálogo entre os governos brasileiro e chinês para destravar novas licenças comerciais. As tratativas envolvem ajustes técnicos e comprovação contínua de excelência nos processos de fiscalização agropecuária.
Especialistas do setor avaliam que a habilitação de novas plantas fortalece a competitividade das empresas nacionais no exterior. Além disso, a diversificação de fornecedores atende aos interesses de consumo do mercado chinês.
A expectativa do setor produtivo é de que novas plantas possam ser vistoriadas e aprovadas nos próximos meses, acompanhando o ritmo das missões diplomáticas e técnicas entre os dois países.


