Alerta de nova enchente no RS obriga remoção preventiva em Lajeado

Com dezenas de municípios atingidos por temporais e granizo, prefeitura inicia retirada preventiva de moradores.

Da
Redação
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Temporal causa estragos em dezenas de municípios gaúchos, exigindo mobilização da Defesa Civil e retirada preventiva de famílias.
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A Defesa Civil do Rio Grande do Sul atualizou o balanço das tempestades severas e chuvas intensas que atingem o território gaúcho desde a última sexta-feira (25). Até esta segunda-feira (28), o órgão registrou 83 ocorrências em 78 municípios, com dezenas de cidades afetadas por vendavais, deslizamentos e volumes expressivos de precipitação acumulada.

Do total de ocorrências contabilizadas pelas autoridades estaduais, 68 localidades confirmaram danos materiais ou pessoas feridas. O cenário adverso já provocou ferimentos em quatro moradores — sendo dois em Pontão, um em Alegrete e um em Capão do Cipó —, além de deixar mais de 39 mil pessoas afetadas em diferentes regiões do estado.

As instabilidades climáticas foram impulsionadas pela atuação de frentes quentes e áreas de baixa pressão atmosférica. Os municípios com maior número de moradores afetados incluem Santiago, Alegrete, Santana do Livramento, Capão do Cipó, Itaara, Erval Grande, Catuípe, Erechim, São Valentim e Jari.

Granizo castiga moradores de Santiago

Entre as localidades mais castigadas pelo temporal de granizo nos últimos dias está o município de Santiago. A forte queda de gelo afetou mais de 26 mil pessoas e resultou em danos a mais de 6 mil residências, além de atingir uma unidade de saúde e 20 escolas na região.

Em Alegrete, o impacto do granizo também foi severo, afetando mais de 2 mil moradores. O município registrou uma pessoa ferida, dez desalojadas e mais de 400 casas danificadas, além de prejuízos em um estabelecimento público e quatro ocorrências de danos em postes ou trechos da rede elétrica local.

O boletim oficial aponta 6.088 pessoas desalojadas, 63 desabrigados e quase 5 mil residências danificadas pelas tempestades.”

Defesa Civil do Rio Grande do Sul

Outros municípios como Catuípe, Panambi, Benjamin Constant do Sul e Pejuçara também figuram entre os que concentram o maior volume de danos materiais reportados às equipes de atendimento e proteção civil ao longo da semana.

Prefeitura inicia retirada preventiva

Diante do volume de água acumulado nas cabeceiras e bacias hidrográficas, a Defesa Civil emitiu alerta para o risco de nova enchente do Rio Taquari na cidade de Lajeado. Esta pode ser a sexta ocorrência de transbordamento registrada no município ao longo do ano.

Como medida preventiva, a prefeitura e os órgãos de segurança iniciaram a retirada de famílias que residem em áreas compreendidas até a cota de 21 metros. Caminhões foram disponibilizados para auxiliar no transporte de móveis, pertences e moradores para locais seguros.

No momento do início das ações preventivas, o nível do Rio Taquari registrava aproximadamente 15,5 metros. Embora a cota de inundação oficial da cidade seja estabelecida em 19 metros, as autoridades monitoram a elevação contínua provocada pelas chuvas na região.

Equipes mantêm atendimento humanitário

As equipes da Defesa Civil estadual e das defesas civis municipais seguem mobilizadas para realizar vistorias em áreas de risco, distribuir lonas para residências destelhadas e prestar auxílio humanitário às famílias desalojadas.

Há ainda a possibilidade de uma nova iminência de enchente do Rio Taquari, em Lajeado, no Rio Grande do Sul.”

Defesa Civil

Até o momento, os órgãos oficiais não registraram óbitos ou pessoas desaparecidas em decorrência dos temporais recentes, embora o monitoramento permaneça ininterrupto devido à previsão de instabilidade contínua.

As prefeituras locais continuam a enviar relatórios atualizados com os prejuízos acumulados, o que pode alterar os números consolidados do boletim nas próximas horas conforme o avanço das vistorias técnicas.

Estado monitora novas tempestades

A atuação persistente de sistemas meteorológicos instáveis mantém em alerta as regiões norte, oeste e central do território gaúcho. Os meteorologistas acompanham a evolução das frentes para emitir novos avisos antecipados caso os acumulados voltem a subir rapidamente.

A mobilização envolve diferentes secretarias estaduais para garantir o suporte logístico aos municípios que decretaram situação de emergência. O envio de mantimentos e materiais de construção busca amenizar os impactos imediatos sobre as famílias que perderam suas moradias.

As autoridades reforçam que a população deve evitar transitar por áreas alagadas ou próximas a encostas com risco de deslizamento até que a situação climática esteja totalmente normalizada no estado.

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