A corrida presidencial para o primeiro turno das Eleições de 2026 entra em sua reta final com forte polarização refletida nos índices de rejeição ao eleitorado. Divulgada nesta segunda-feira (28 de setembro), a nova pesquisa do instituto Quaest aponta que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encabeçam a lista dos nomes com quem os eleitores afirmam que não votariam de jeito nenhum.
O levantamento é o último realizado pelo instituto antes do pleito marcado para o próximo dia 4 de outubro. Os números evidenciam o clima de acirramento na disputa pelo Palácio do Planalto, com patamares elevados para os dois principais nomes da polarização política nacional atual.
Flávio e Lula lideram
De acordo com os dados apresentados pelo instituto, Flávio Bolsonaro aparece na liderança isolada numérica do índice de rejeição, com 56% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de forma alguma. Logo em seguida, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva registra 55% de rejeição no mesmo levantamento.
A proximidade entre os dois principais candidatos reforça o cenário de divisão profunda do eleitorado brasileiro na reta decisiva da campanha. A avaliação do instituto demonstra que ambos os nomes enfrentam forte resistência de parcelas expressivas da população que já declaram voto em opositores ou rejeitam a trajetória política de ambos.
Além dos líderes da disputa, a pesquisa detalha o patamar de rejeição enfrentado pelos demais concorrentes ao cargo máximo do Executivo federal. Romeu Zema (Novo) é rejeitado por 43% dos eleitores consultados, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) aparece logo atrás, somando 40% de rejeição.
A lista segue com Renan Santos (Missão), que registra 35%, e Augusto Cury (Avante), apontado com 28% de rejeição. Os demais candidatos pontuam em patamares menores, refletindo o grau de conhecimento e a penetração de cada campanha junto ao eleitorado em âmbito nacional.
Índices dos demais concorrentes
A relação completa divulgada pela Quaest abrange todos os nomes registrados na disputa presidencial deste ano, mostrando a distribuição de votos indesejados nas bases partidárias menores. Rui Costa Pimenta (PCO) acumula 25% de rejeição entre os entrevistados pelo instituto.
Em seguida, Samara Martins (UP) e Edmilson Costa (PCB) aparecem empatados, ambos registrando 13% de rejeição. O levantamento também pontua Hertz Dias (PSTU) com 11%, seguido por Wilson Grassi (Democrata), que marca 10% de rejeição.
Fechando a relação oficial de candidatos na pesquisa, Clariana Barão (DC) soma 9% de rejeição por parte do eleitorado, ao passo que Leonardo Avalanche (PRTB) encerra a listagem com 7% de recusa declarada pelos consultados.
O cenário demonstra que, enquanto os líderes da corrida concentram a maior parte da rejeição devido à intensa polarização, os candidatos de partidos menores enfrentam principalmente o desafio do desconhecimento por parte de grande parcela da população.
Metodologia e registro
A coleta de informações da pesquisa Quaest foi realizada de forma presencial entre os dias 24 e 27 de setembro de 2026. Ao todo, o instituto ouviu 2.004 eleitores em diferentes regiões do país para captar o retrato fiel da opinião pública na semana que antecede a votação.
O levantamento possui margem de erro estimada em dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança estatística de 95%. Isso significa que os percentuais reais podem apresentar pequenas variações para cima ou para baixo dentro desse limite técnico.
Contratada pelo Grupo Globo, a pesquisa está devidamente registrada na Justiça Eleitoral. O protocolo oficial do levantamento junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está catalogado sob o número BR-06520/2026.
A divulgação de dados oficiais registrados serve como importante termômetro para as campanhas realizarem os últimos ajustes em suas estratégias de comunicação e mobilização de eleitores indecisos.
Confira abaixo os principais índices da pesquisa:
| Rejeição na disputa presidencial | ||
|---|---|---|
| Candidato | Partido | Rejeição |
| Flávio Bolsonaro | PL | 56% |
| Luiz Inácio Lula da Silva | PT | 55% |
| Romeu Zema | Novo | 43% |
| Ronaldo Caiado | PSD | 40% |
| Renan Santos | Missão | 35% |
| Augusto Cury | Avante | 28% |
| Rui Costa Pimenta | PCO | 25% |
| Samara Martins | UP | 13% |
| Edmilson Costa | PCB | 13% |
| Hertz Dias | PSTU | 11% |
| Wilson Grassi | Democrata | 10% |
| Clariana Barão | DC | 9% |
| Leonardo Avalanche | PRTB | 7% |
Fonte: Quaest / TSE
Polarização na reta final
A divulgação desses números consolida o diagnóstico de que o pleito presidencial de 2026 é marcado por sentimentos intensos de adesão e de repulsa aos principais candidatos. Analistas políticos apontam que os elevados percentuais de rejeição a Flávio Bolsonaro e Lula moldam as estratégias dos dois lados na busca por votos úteis e na tentativa de atrair o eleitorado moderado.
Com a proximidade do dia da votação, a rejeição passa a ser um dos fatores mais monitorados pelas equipes de coordenação de campanha. O objetivo central nos últimos dias antes do pleito consiste em tentar mitigar a imagem negativa junto aos eleitores que ainda mantêm dúvidas e evitar a migração de votos para candidaturas de centro.
A campanha entra em sua fase derradeira com carreatas, debates e intensa presença digital, enquanto os eleitores processam as informações trazidas pelas pesquisas para definir suas escolhas finais nas urnas. O resultado das urnas confirmará o peso real desses índices na decisão soberana da população brasileira.


