O candidato à Presidência pelo Partido Novo, Romeu Zema, afirmou que pretende pagar até 15 salários por ano para professores da rede pública que apresentarem bom desempenho. A declaração foi dada durante entrevista à rádio Portal FM na manhã desta sexta-feira (25).
Durante a conversa, o ex-governador argumentou que a meritocracia é o caminho ideal para transformar a qualidade do ensino público no país. Para ele, não faz sentido que profissionais com entregas distintas recebam exatamente a mesma remuneração.
Proposta de remuneração variável
Ao detalhar a medida, Zema afirmou que o objetivo principal é estimular a excelência dentro das salas de aula da rede pública. A ideia central da proposta é garantir que os docentes mais bem avaliados alcancem um ganho anual superior ao padrão tradicional da categoria.
A formulação faz parte das diretrizes econômicas e administrativas defendidas pelo Partido Novo para a gestão pública. O partido historicamente apoia modelos de remuneração baseados em metas e produtividade, replicando práticas comuns no setor privado para o funcionalismo público.
O candidato reforçou que a Bonificação e a diferenciação de vencimentos servirão como um incentivo direto para a melhoria dos índices educacionais. A medida, contudo, ainda depende de detalhamento técnico e de articulação legislativa caso avance para a esfera federal.
O trecho principal da declaração de Zema resume a defesa da medida defendida pelo grupo político durante a corrida presidencial deste ano:
Defendo a diferenciação de remuneração de professores. Quem for bem, vai ganhar 15 salários por ano. Sou favorável a isso.
Romeu Zema
Agenda no sul mineiro
Enquanto discute propostas para a educação nacional, o candidato mantém o foco na mobilização política regional. Ainda nesta sexta-feira (25), a agenda oficial de campanha de Romeu Zema prevê visitas a municípios localizados no sul do estado de Minas Gerais.
Entre as cidades planejadas para o roteiro de campanha estão Extrema e Cambuí. Zema também tem encontros marcados com lideranças locais e apoiadores da candidatura na cidade de Ouro Fino.
As viagens fazem parte da estratégia para ampliar a base de sustentação eleitoral e fortalecer a presença do Partido Novo no interior mineiro. O sul do estado é considerado uma região estratégica para o partido na corrida eleitoral.
Cenário e apoios eleitorais
A movimentação política ocorre em um cenário de intensa articulação na reta final da disputa. De acordo com os dados da pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (24), Romeu Zema registra atualmente 1% das intenções de voto para o primeiro turno do pleito presidencial.
Paralelamente à própria campanha, o partido de Zema tem lidado com realinhamentos no campo da direita. Candidatos da legenda já passaram a declarar apoio público à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) para o primeiro turno, marcado para o dia 4 de outubro, com a autorização expressa do ex-governador.
Além disso, o próprio Zema já indicou que deverá caminhar ao lado de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno da eleição presidencial. A movimentação reflete as conversas de bastidor e as composições políticas que marcam a disputa pelo Palácio do Planalto.
Alianças moldam disputa nacional
A consolidação de apoios no campo conservador ocorre em meio às discussões sobre estratégias de palanque para o primeiro turno. A liberação dada pelo diretório do Novo busca fortalecer aliados regionais na disputa legislativa e executiva.
O cenário nacional também é moldado pela polarização entre as principais candidaturas lideradas pelo atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os nomes da oposição. Nesse contexto, o posicionamento dos partidos de centro-direita ganha relevância na definição de palanques estaduais.
Especialistas apontam que a reconfiguração de apoios na reta final pode influenciar diretamente a transferência de votos e a dinâmica dos debates públicos até o dia da votação oficial.


